Pedidos de falência caem 64% no trimestre

O volume de falências e concordatas do primeiro trimestre de 2006 apresentou queda expressiva, segundo levantamento nacional divulgado nesta quarta-feira pela Fundação Serasa. Nos três primeiros meses do ano, os pedidos de falência diminuíram 64% ante o mesmo período do ano passado, e as falências decretadas caíram 34,5% na mesma base de comparação. O volume de concordatas aceitas caiu 66,7% no mesmo período. Sem base de comparação por causa da vigência a partir de junho de 2005 da Nova Lei de Falências, foram registrados 63 requerimentos de recuperação judicial e nenhum de recuperação extrajudicial. Março Em março, a pesquisa revelou queda de 59,2% nos pedidos de falência em relação ao mesmo período de 2005, e uma diminuição de 41,5% no volume de falências decretadas, na mesma base de comparação. Foi verificada também uma queda de 50% no volume de concordatas deferidas no mês passado. No período, foram registrados 23 requerimentos de recuperação judicial e nenhum de recuperação extrajudicial. Na avaliação dos técnicos da fundação, a queda nos indicadores de falência pode ser explicada pela nova legislação, que desestimulou a utilização do requerimento de falência como um instrumento de cobrança. Em relação aos mecanismos criados em substituição à concordata (recuperação judicial e extrajudicial), a análise é que o mercado está "se adaptando" a esses novos institutos legais e aguarda jurisprudência sobre o assunto. A empresa também atribuiu as quedas do volume de falências à maior liquidez da economia, que decorre tanto do desempenho das exportações de bens e serviços, quanto da alta do consumo das famílias, decorrente da expansão do crédito. Este, na avaliação da Serasa, tem sido "o grande financiador da atividade econômica no âmbito domestico".

Agencia Estado,

05 Abril 2006 | 15h21

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