carteira

As ações mais recomendadas para dezembro, segundo 10 corretoras

Pela 1ª vez, Brasil tem dinheiro para pagar toda dívida externa

Relatório do Banco Central aponta que as reservas internacionais superam a dívida em US$ 4 bilhões

Fernando Nakagawa, da Agência Estado

21 de fevereiro de 2008 | 11h12

Pela primeira vez, o Brasil tem em suas reservas internacionais dinheiro suficiente para quitar toda a dívida externa - pública e privada. O cálculo é do Banco Central e consta de um relatório divulgado nesta quinta-feira, 21, pela instituição, ressaltando a evolução recente dos indicadores de sustentabilidade externa do País. De acordo com o documento, a projeção do BC indica que em janeiro as reservas internacionais superaram a dívida externa em US$ 4 bilhões. Isso não significa, contudo, que o País vá quitar sua dívida, tampouco a das empresas, mas esta condição melhora a credibilidade do Brasil no exterior. O resultado das contas externas de janeiro será divulgado na próxima semana.  Veja também:Veja a íntegra do relatório do BC  Celso Ming explica o que representa a posição credora do Brasil   As reservas brasileiras e a dívida externa    Posição credora do Brasil é um passo para grau de investimento Dívida interna do País cai para R$ 1,204 trilhão No documento intitulado "Indicadores de Sustentabilidade Externa do Brasil, Evolução Recente", o BC lembra que a posição devedora do Brasil era de US$ 165,2 bilhões ao final de 2003. Ao longo dos últimos quatro anos, o fortalecimento das reservas internacionais e o programa de recompra da dívida externa e de antecipação de pagamentos resultou na redução desse montante. Apenas no ano passado, as reservas internacionais cresceram 110% e chegaram a US$ 180,3 bilhões no final de dezembro. Para o BC, as reservas apresentaram "evolução sem precedentes nos últimos anos", de US$ 16,3 bilhões, em 2002, quando excluídos os empréstimos do FMI, para US$ 180,3 bilhões ao final de 2007, "tendo crescido 110,1% apenas neste último ano", destaca o texto. Na avaliação da autoridade monetária, "o principal fator responsável por essa ampliação foi o superávit no mercado cambial, que acumulou US$ 150,6 bilhões de 2003 a 2007". No relatório, o BC avalia que a compra feita pela própria instituição no mercado cambial respeita a política de câmbio flutuante. "Ou seja, não adicionando volatilidade (oscilação) ao mercado e não definindo pisos nem tendências", cita o documento. As compras líquidas de dólar feitas pelo BC alcançaram US$ 141,3 bilhões nos últimos cinco anos, dos quais 55,6% apenas em 2007. O que isso significa? O comentarista econômico do jornal O Estado de S. Paulo, Celso Ming, destaca que a posição credora do Brasil no mercado internacional traz conseqüências positivas para o País. Ele enumera: 1- Esta condição melhora a percepção do Brasil perante os investidores estrangeiros. Isso significa aumento de confiança nos títulos de empresas e do governo brasileiro. 2- Com a melhora da percepção do País, mais investidores compram títulos de empresas e do governo brasileiro. Isso significa mais dólares entrando no mercado interno. 3- A melhora da percepção também deixa o Brasil mais perto do grau de investimento - classificação dada a países com baixíssimo risco de calores.  4- Se a classificação de grau de investimento se confirmar, mais investidores estarão dispostos a investir no País e mais dólares entrarão no Brasil. Além disso, o juro do dívida cai e as condições de endividamento do País ficam ainda melhores.

Tudo o que sabemos sobre:
Brasil credor

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.