Eduardo Duarte/Estadão
Eduardo Duarte/Estadão

Pela 8ª vez, mercado financeiro melhora projeção para o PIB em 2020 

Nova estimativa é de queda de 5,46% na atividade econômica, segundo relatório divulgado pelo Banco Central

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2020 | 09h25

BRASÍLIA - Os economistas do mercado financeiro reduziram a previsão para o tombo Produto Interno Bruto (PIB) de 2020, revisando a estimativa de uma redução de 5,52% para 5,46%. Essa foi a oitava semana seguida de melhora do indicador. 

A projeção faz parte do boletim de mercado, conhecido como relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira, 24, pelo Banco Central (BC). Os dados foram levantados na semana passada em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

A expectativa para o nível de atividade foi feita em meio à pandemia de covid-19, que tem derrubado a economia mundial e colocado o mundo no caminho de uma recessão. Nas últimas semanas, porém, indicadores têm mostrado o início de uma retomada da economia brasileira.

Como o Estadão mostrou, no embalo recente de melhora de indicadores econômicos e primeiro resultado positivo no mercado de trabalho formal desde a chegada da pandemia de covid-19 no País,  o governo já avalia que a recessão em 2020 poderá ser menor do o esperado e girar em torno de 4% e 4,5%.

Para 2021, a expectativa do mercado financeiro de crescimento do PIB foi mantida em 3,50%.

Inflação

Segundo o relatório, os analistas do mercado financeiro elevaram a estimativa de inflação para 2020 de 1,67% para 1,71%.

A expectativa de inflação do mercado para este ano segue abaixo da meta central, de 4%, e também do piso do sistema de metas, que é de 2,5% em 2020.

Pela regra vigente, o IPCA pode oscilar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Quando a meta não é cumprida, o BC tem de escrever uma carta pública explicando as razões.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Para 2021, o mercado financeiro manteve em 3% sua previsão de inflação. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Selic

Após a queda para a mínima histórica de 2% ao ano no começo de agosto, o mercado segue prevendo manutenção da taxa básica de juros da economia, a Selic, neste patamar até o fim deste ano.

Para o fim de 2021, a expectativa do mercado subiu de 2,75% para 3% ao ano. Isso quer dizer que os analistas seguem estimando alta dos juros no ano que vem. 

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