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Pela primeira vez desde 2004, emprego industrial cai em 12 meses

Pela primeira vez desde julho de 2004, o emprego industrial acumulado nos últimos 12 meses teve queda. Segundo divulgou nesta quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a diminuição no número de vagas foi de 0,1% no período encerrado em abril. Isoladamente no quarto mês do ano, o indicador aumentou em 0,5%, após queda de 0,3% entre os meses de fevereiro e março. Tomando como base abril de 2005, houve queda de 0,8%. No confronto mensal, a queda de 0,8% foi resultado de taxas negativas em oito das 14 áreas e 10 dos 18 segmentos pesquisados. Rio Grande do Sul, com -9,3%; impactado principalmente pela queda de 18,4% nos empregados da indústria de Calçados e artigos de couro; e na região Nordeste, com -3,1%; por conta da diminuição de 5,4% no quadro de funcionários da indústria de Alimentos e bebidas. Por outro lado, as principais influências positivas vieram da região Norte e Centro-Oeste, com 9,1%; e do Estado de Minas Gerais, com 3%; com destaque, nas duas áreas, para o segmento de Alimentos e bebidas, com 23,6% e 18,8%; respectivamente. Em nível nacional, os ramos que participaram com os maiores impactos negativos foram Calçados e artigos de couro, com -12,4%; e Máquinas e equipamentos, com -8,7%. Em sentido contrário, destacaram-se as influências positivas das contratações efetuadas em Alimentos e bebidas, com 7,7%; e Máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações, com 5,9%. EMPREGO INDUSTRIAL DE ABRIL A ABRILMêsAnte mês anteriorAnte igual mês do ano anteriorAbril 20050,6%3%Maio-0,1%1,9%Junho-0,6%1,2%Julhozero1,2%Agosto-0,1%0,3%Setembro0,5%zeroOutubro-0,2%-0,3%Novembro-0,7%-0,9%Dezembro-0,4%-1%Janeiro 2006zero-1,1%Fevereiro0,3%-0,7%Março-0,3%-0,7%Abril0,5%-0,8%Fonte: IBGEAno No indicador acumulado para os quatro primeiros meses do ano, com queda de 0,8%; nove áreas mostraram redução no emprego industrial. Novamente, os resultados do Rio Grande do Sul (-9,5%) e região Nordeste (-3,2%) foram os de maior impacto negativo, entre os locais. Para o total do País, na análise por ramos industriais, variações negativas foram observadas em 11 segmentos, entre os quais permaneceu o destaque em Calçados e artigos de couro (-13,6%) e Máquinas e equipamentos (-8,6%). Na mesma tendência de comparação mensal, Alimentos e bebidas (8%) e Máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e equipamentos de comunicações (5,3%) exerceram as principais influências positivas no resultado geral. No corte regional, região Norte e Centro-Oeste (8,4%) e Minas Gerais (2,5%) sobressaíram como os principais destaques positivos. Folha de pagamento Não foi somente o número de vagas que teve tendência negativa. Segundo o IBGE, em abril, na série livre de influências sazonais, o valor real da folha de pagamento dos trabalhadores da indústria caiu 0,7%, em relação ao mês anterior. Com este resultado, segundo negativo consecutivo, o salário industrial já caiu 2,7% entre abril e fevereiro. Nos demais indicadores, os resultados foram positivos: 0,3% no mensal, 0,4% no acumulado no ano e 2,2% no acumulado nos últimos 12 meses. FOLHA DE PAGAMENTO REAL NA INDÚSTRIAMêsAnte mês anteriorAnte igual mês do ano anteriorAbril 2005-2,2%4%Maio1,4%6%Junho-2,1%3,2%Julho-0,4%2,9%Agosto1,9%5,1%Setembro-1,3%3,6%Outubro-1,7%2,5%Novembro-0,5%2,4%Dezembro-1,8%zeroJaneiro 20065,2%-0,2%Fevereiro2,5%2,5%Março-2%-0,9%Abril-0,7%0,3%Fonte: IBGEAinda na comparação mensal, em nível nacional, a folha de pagamento real expandiu-se em 10 dos 18 setores industriais investigados. As principais contribuições positivas vieram de Produtos químicos (11,3%), Máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (12,2%) e Alimentos e bebidas (5,0%). Por outro lado, as maiores pressões negativas foram verificadas em Máquinas e equipamentos (-9,6%), Metalurgia básica (-11,3%) e Calçados e artigos de couro (-11,6%).Segundo o IBGE, o valor real da folha de pagamentos acumulado entre janeiro e abril, ao avançar 0,4%, mostrou um menor ritmo de crescimento em relação ao último quadrimestre de 2005, quando registrou crescimento de 2%.Este texto foi atualizado às 15h03

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