Pela primeira vez no ano, depósitos superam saques na poupança

No mês, o total aplicado foi de R$ 180 bilhões, enquanto os saques somaram R$ 179 bilhões

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

06 Junho 2017 | 16h17

BRASÍLIA - Em maio o volume de recursos que os investidores depositaram na poupança foi superior ao montade que foi sacado. O saldo foi de R$ 292,6 milhões, informou nesta terça-feira, 06, o Banco Central.  Esta foi a primeira vez no ano que as aplicações superaram os saques.

De acordo com o BC, o total aplicado foi de R$ 180,194 bilhões, enquanto os saques somaram R$ 179,901 bilhões. O estoque do investimento na poupança está em R$ 665,508 bilhões, já considerando os rendimentos de R$ 3,303 bilhões de maio.

QUIZ: Qual o seu perfil de investidor

Os dois últimos dias do mês (30 e 31), quando geralmente o volume de depósitos sobe em função do pagamento de salários, foram fundamentais para maio fechar no azul. Juntos, este dois dias somaram R$ 4,525 bilhões em depósitos na poupança, já descontados os saques.

No acumulado de 2017, a poupança registra saques líquidos de R$ 18,380 bilhões, resultado de aportes de R$ 826,041 bilhões e retiradas de R$ 844,421 bilhões. No ano passado, em meio à crise, R$ 40,702 bilhões saíram da poupança.

 Em maio do ano passado, houve saques líquidos de R$ 6,591 bilhões e, em abril de 2017, as retiradas foram de de R$ 1,271 bilhão

Em 2015 e 2016, a crise econômica acirrou os saques, com as famílias mais retirando do que colocando recursos na poupança para fazer frente às despesas. Em 2017, o fenômeno voltou a ocorrer, com retiradas líquidas em janeiro, fevereiro, março e abril. Em maio, porém, houve captação líquida.

Além da influência da crise econômica, a poupança vinha perdendo espaço para outros investimentos, considerados mais atrativos. A remuneração da poupança é formada por uma taxa fixa de 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR) - esse cálculo vale para quando a Selic (a taxa básica de juros) está acima de 8,5% ao ano. Atualmente, ela está em 10,25% ao ano. 

Mais conteúdo sobre:
BRASÍLIA Banco Central TR Selic

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.