PUBLICIDADE

Publicidade

Pelo 2º ano, varejo terá Natal com queda de vendas e menos funcionários temporários

CNC prevê recuo de 3,5% no volume de vendas em relação ao mesmo período de 2015

Por Daniela Amorim (Broadcast)
Atualização:
Recuo mais expressivo ocorreu entre os consumidores com renda familiar mensal entre R$2.100,00 e R$ 4.800,00 Foto: Celio Messias|Estadão

O Natal deste ano será mais magro tanto nas vendas quanto na abertura de postos de trabalho temporários, segundo previsão da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

PUBLICIDADE

O volume vendido deve diminuir 3,5% em relação ao mesmo período de 2015, o equivalente à movimentação financeira de R$ 32,1 bilhões até dezembro. Como consequência, a demanda por funcionários temporários deve encolher: serão ofertadas 135 mil vagas, o equivalente a 2,4% menos postos de trabalho no comércio varejista em relação a 2015.

"Voltamos ao patamar de 2012, quando foram contratados cerca de 135 mil temporários para cobrir o movimento de fim de ano", lembrou o economista Fabio Bentes, da CNC, em nota oficial.

O resultado representará o segundo ano consecutivo de recuo nas vendas e no emprego no setor. Os maiores volumes de contratação em 2016 ocorrerão no segmento de vestuário, com 62,4 mil vagas previstas, e de hipermercados e supermercados, com 28,9 mil vagas. Os dois setores juntos representam 42% da força de trabalho do varejo e respondem por cerca de 60% das vendas natalinas.

O salário de admissão este ano deve alcançar R$ 1.205, alta nominal de 9,5% em relação ao mesmo período do ano passado, mas uma elevação de apenas 0,6% se descontada a inflação do período.

O maior salário de admissão deve ficar no ramo de artigos de informática e comunicação (R$ 1.403), embora o segmento responda por apenas 1,6% de todas as vagas a serem criadas no varejo.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.