Pelo segundo mês, greve no IBGE prejudica divulgação da taxa de desemprego

Instituto divulgou taxas de junho para apenas quatro regiões metropolitanas; não há previsão para a divulgação dos dados completos de maio e junho

Idiana Tomazelli, Agência Estado

24 de julho de 2014 | 09h07

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta quinta-feira, 24, que não vai divulgar os dados completos da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) referentes aos meses de maio e junho. Também não há previsão para quando os dados serão apresentados.

A coleta e apuração de dados da regiões metropolitanas de Salvador e Porto Alegre seguem atrasadas em função da greve de servidores. Esse é o segundo mês que a greve dos servidores do instituto atrapalha a divulgação da taxa de desemprego completa.

No mês passado, a greve também prejudicou a coleta de dados de Salvador e Porto Alegre e o instituto informou apenas as taxas de quatro regiões metropolitanas - situação que se repete agora.

Segundo a técnica Adriana Beringuy, da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, há atraso na supervisão e no controle das informações coletadas.

"O trabalho de supervisão e controle ainda está sendo realizado para Porto Alegre e Salvador. É um trabalho mais demorado porque não é a equipe local. Funcionários que trabalham com pesquisas domiciliares foram deslocados para ajudar", informou Adriana. Ainda não há previsão de quando os dados completos da PME referentes a maio e junho serão divulgados.

Para as regiões metropolitanas de Recife, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo, a coleta e o processamento dos dados ocorreram normalmente, atingindo o padrão de aproveitamento da amostra necessário para garantir a qualidade do dado. "Eles permitem analisar a conjuntura da região naquele momento e naquele mês, e também a comparação com outros momentos da série histórica", garantiu a técnica.

Em abril, a taxa de desemprego foi de 4,9 por cento, mínima histórica para o mês.

Dados de junho. Para junho, estão disponíveis apenas dados para Recife, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo.

Em São Paulo, a taxa de desocupação ficou em 5,1% em junho, igual resultado observado em maio. Na região, a renda média real dos trabalhadores caiu 1,6% em junho ante maio, para R$ 2.106,30. Na comparação com junho de 2013, houve avanço de 0,6%.

No Rio de Janeiro, a taxa de desemprego ficou em 3,2% em junho, ante 3,4% em maio. Em Belo Horizonte, a taxa ficou em 3,9% em junho, contra 3,8% em maio. Já em Recife, a taxa de desocupação ficou em 6,2% em junho, contra 7,2% em maio.

Greve. A paralisação ocorre desde 26 de maio. Os servidores pedem condições melhores de salários e trabalho. O IBGE trabalha para substituir a PME pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, mais abrangente. De acordo com ela, no primeiro trimestre deste ano a taxa média de desemprego do Brasil subiu a 7,1% após 6,2% nos últimos três meses de 2013.

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