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Pelos caminhos das megatendências

É necessário buscar investir em empresas que se mostrem aptas a liderar no ambiente de megatendências mundiais

Fábio Gallo, O Estado de S. Paulo

02 de novembro de 2020 | 05h00

Investir olhando o futuro é dizer o óbvio, dada a própria definição do que é investimento. Aplicamos recursos em ativos financeiros, bens, direitos ou negócios com a intenção de obtermos um fluxo de recursos futuros que nos traga retorno maior do que o investido. Mas há várias formas de se investir. As várias filosofias de investimento que são distintas abordagens de como olhar o futuro para buscar maior êxito. 

Em outros termos, buscar mais retorno dentro do grau de risco aceito. Dentre as mais conhecidas sempre são citadas diversificação; gestão ativa, gestão passiva; investimento de valor; investimento em crescimento; information trading; arbitragem; direção de preços, investimento por impulso; market timing, entre outras. 

As diferentes estratégias buscam firmar um objetivo a ser atingido, assim estabelecendo um foco para não ficar ao sabor do vento. Mas, em face das crises econômicas, guerras comerciais, aumento de competitividade e diversas outras incertezas, uma nova filosofia de investimentos está surgindo, denominada de Investimento na Próxima Geração, internacionalmente conhecida como Next Generation. 

Dependendo da instituição financeira, essa estratégia ganha tons próprios. Uma marca que aparece como constante é o foco no crescimento estrutural de longo prazo, além da preocupação nos fatores ambientais, sociais e de governança. Há no mercado internacional instituições financeiras que trabalham somente com essa filosofia. 

Algo interessante dessa abordagem é que os recursos vão para investimento estrutural de longo prazo e observam mais do que o ciclo de negócios. A estratégia das megatendências busca pelos setores em transformação. Identificando empresas que apresentem vantagens competitivas efetivas e como consequência com perspectivas de crescimento sustentável de longo prazo. Logicamente, todas as filosofias de investimentos estão sujeitas à volatilidade de curto prazo e o investimento na Próxima Geração tem de levar em conta que as mudanças estruturais são lentas. 

Por outro lado, o mercado olha muito para o curto prazo e isso pode gerar muita inquietação. Para diminuir esse grau de risco, o investidor deve ter bastante foco e diversificar a sua carteira. A busca deve ser por empresas que se mostrem aptas a liderar no ambiente de megatendências mundiais. O futuro vislumbrado traz mudanças no estilo de vida das pessoas; as inovações disruptivas do mundo digital; as questões ambientais, sociais e de governança; energia limpa; cidades inteligentes, preocupação com a mobilidade nas grandes cidades; controle de doenças; envelhecimento das populações; alimentação mais saudável; saber lidar com a diversidade; e busca da redução de desigualdades. O investidor que adotar essa filosofia deve estar atento as essas megatendências e passar a acompanhar as empresas com esse potencial, sem a preocupação imediata com o preço da ação na bolsa.

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