Penhor é opção barata de crédito

O consumidor deve evitar empréstimos para não arcar com juros altos e mais dívidas em seu orçamento mensal. Porém, se não tiver outra saída, deve pesquisar atentamente as taxas de juros oferecidas pelas linhas de crédito disponíveis no mercado. O penhor é uma opção de empréstimo onde o consumidor consegue o dinheiro mediante a garantia de jóias, pedras preciosas e metais nobres.De acordo com o gerente de mercado da Caixa Econômica Federal, Nédio Henrique Rosselli Filho, o penhor é concedido para pessoas físicas acima de 21 anos. O interessado em penhorar algum objeto pessoal de valor deve se dirigir às agências da Caixa que trabalham com o penhor, levando o documento de identidade, o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e um comprovante de endereço. Se o cliente for analfabeto, deficiente visual ou estiver impossibilitado de assinar o contrato de crédito, a instituição exigirá a assinatura de uma terceira pessoa identificada junto com a impressão digital do mutuário do contrato.Os juros variam entre 2,95% e 3,50% ao mêsO penhor é dividido em duas modalidades: faixa I e faixa II. Na faixa I, também conhecida como faixa assistencial, estão incluídos os empréstimos de até R$ 300,00. O limite do valor de avaliação do objeto é de 80% e os juros cobrados são 2,95% ao mês. Na faixa II estão os empréstimos acima de R$ 300,00. O limite do valor de avaliação do objeto é também de 80%. Os juros, porém, são 3,50% ao mês. Os prazos de empréstimo disponíveis são: 28, 56 ou 84 dias, podendo ser renovado por prazo indefinido.O banco não aceita como garantia de empréstimo peças confeccionadas em ouro com teor inferior a 12 quilates, exceto quando apresentarem valor histórico, artístico ou que contenham adorno de valor significativo; jóias que contenham enchimento de metal não nobre em percentual superior a 50% e peças confeccionadas em prata-paládio.O gerente de mercado da Caixa ressalta que 70% do público que procura o penhor deseja quitar dívidas. "O nosso maior público é o de mulheres entre 30 e 49 anos e com renda de 5 a 20 salários mínimos", destaca Nédio.

Agencia Estado,

14 de setembro de 2001 | 20h00

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