Penhor: empréstimo com mais facilidade

A facilidade de se conseguir um empréstimo com o penhor atrai muitos clientes à Caixa Econômica Federal. Para penhorar um bem e conseguir o empréstimo, basta ser maior de 21 anos e levar carteira de identidade, CPF, comprovante de residência e os bens a serem penhorados. O limite a ser pago pela Caixa é de 80% do valor da avaliação do bem. Os juros e demais encargos são descontados previamente, no ato do empréstimo, e devem ser pagos novamente a cada renovação do contrato. As taxas praticadas atualmente pela Caixa são de 2,95% ao mês para empréstimos de até R$ 300,00 e de 3,50% ao mês para empréstimos acima deste valor, até R$ 80 mil por cliente. O valor mínimo para penhora é de R$ 30. Nos últimos sete anos, segundo a Caixa, a taxa de juros do penhor teve uma redução de mais de 35%. Em 1995, a instituição operava com 4,58% ao mês (para empréstimos de até R$ 300,00) e 5,93% ao mês (para valores acima de R$ 300,00).Os prazos para resgate do bem mediante pagamento do empréstimo são de 28, 56 ou 84 dias. Do contrário, o bem vai para leilão. Uma vez vencido, o débito pode ser renovado quantas vezes o cliente quiser, mas, para isso, é necessário pagar novamente os juros e todos os encargos do contrato, de acordo com o prazo fixado anteriormente. O prazo também pode ser mudado no momento da renovação. Segundo informação da Caixa, o bem é leiloado em apenas 1% dos casos. Taxas cobradas no penhor O primeiro desconto é o limite máximo do empréstimo, que equivale a 80% do valor da avaliação do bem. Além dos juros, ainda existem outras taxas a serem cobradas, dependendo do prazo de contratação, que pode ser de 28, 56 e 84 dias. São elas: prêmio de seguro global - calculado sobre o valor de avaliação, garantindo o pagamento de 1,5 vezes da avaliação das jóias no caso de sinistro (roubo, furto ou extravio) -, prêmio de seguro de vida - calculado sobre o valor do empréstimo, quitando a dívida no caso de falecimento do cliente - e tarifa de abertura e renovação de crédito (Tarc), cobrada no ato da concessão sobre a avaliação. PerfilA Caixa Econômica Federal descobriu, por meio de entrevistas em todas as regiões do País, que o penhor de jóias é usado na maioria das vezes para o pagamento de dívidas pessoais (70% dos entrevistados). Quem faz empréstimo de penhor geralmente é autônomo ou tem seu negócio próprio (33%), ou ainda é funcionário dos setores público e privado (33%), e já utilizou esse tipo de empréstimo mais de uma vez na maioria dos casos (78%).A pesquisa mostrou também que as mulheres são a maioria dos clientes (74%), sendo 55% na faixa etária dos 35 aos 50 anos e que os mais assíduos contratantes do penhor (55%), entre homens e mulheres, estão entre os 30 e 50 anos de idade, tendo renda média mensal familiar entre cinco e vinte salários mínimos (51% dos entrevistados ).

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