Pequena e média empresas são esperança do mercado de capital

O presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Luiz Leonardo Cantidiano, disse hoje que a grande esperança para reativar o mercado brasileiro de capitais é atrair empresas de médio e pequeno porte para o sistema. "Isso será possível se tivermos um modelo macroeconômico mais favorável ao desenvolvimento do mercado. As pequenas e médias com potencial de crescimento necessitam vir a mercado para buscar recursos", afirmou o executivo. Segundo ele, a CVM já está estudando regras mais modernas de registros, com exigências diferenciadas conforme o porte da empresa. Há, inclusive, a possibilidade de mecanismos mais simples sobre ofertas de papéis com registro de prateleiras ? cadastro prévio aceito para operações mais simples ? ou, ainda, mecanismos mais simples sem registro. O mercado de capitais brasileiro foi fortemente impactado nos últimos anos pelo fechamento de diversas companhias abertas e pela migração de companhias grandes para o mercado norte-americano. Cantidiano defendeu que o Estado sugue menos os recursos da poupança interna, o que faz por meio da emissão de títulos e impostos. Dessa forma, haverá mais recursos para o mercado de capitais. O executivo não acredita que as grandes empresas com ADR - American Depositary Receipt, certificado emitido por bancos norte-americanos, que representa ações de uma empresa fora dos Estados Unidos ? voltem a operar no Brasil. Também acha pouco provável que as companhias abertas que decidiram fechar o capital nos últimos anos resolvam voltar a mercado. "Portanto, a esperança são as pequenas e médias", afirmou. Segundo ele, a CVM ainda não está discutindo a realização de uma campanha para criar no empresário brasileiro a cultura do mercado de capitais. Mas considera que a medida será fundamental para reforçar o mercado brasileiro.

Agencia Estado,

28 Julho 2003 | 17h25

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