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Pequenas mineradoras focam em projetos que gerem caixa rápido

Pequenos produtores de minério de ferro que ainda mantém seus negócios, depois que a crise global de crédito prejudicou o financiamento dos projetos, estão se concentrando em gerar fluxo de caixa rápido a partir de planos de expansão modestos. Representantes da indústria reunidos em uma conferência de minério de ferro, no Rio de Janeiro, afirmaram nesta semana que entre um terço e metade das mineradoras menores de minério de ferro e produtores de ferro gusa no Brasil supenderam as operações. Os financiamentos de projetos para o setor evaporaram nos últimos meses depois de a demanda da indústria de aço ter caído em meio à crise financeira e à desaceleração econômica. Mineradoras de baixo custo que ainda permanecem no jogo, como a Apurimac Ferrum, um projeto peruano de minério de ferro controlado pela australiana Strike Resources, decidiu adiar a entrada em operação de projetos de alto capital para se concentrar naqueles que gerarão dinheiro dentro de um ano ou dois de forma mais barata. "Anunciamos há alguns meses que adiaríamos os planos das fases dois e três dos projetos de Peruvian Apurimac e Cuzco", disse à Reuters o diretor de projetos da Strike, Maxwell Hobson. O foco em gerar rápixo fluxo de caixa é uma tendência em outros produtores de recursos naturais fora do setor de mineração, nas atuais condições de mercado. Empresas de petróleo como a Petrobras, a Anadarko e a Devon estão adotando estragégia similar. "Estamos nos concentrando em mineração de superfície para criar fluxo de caixa na primeira fase de Cuzco, que começaria no segundo trimestre de 2010", disse Hobson, explicando que isso vai ajudar a financiar as fases subsequentes e dará tempo para que a crise global se amenize. A Strike Resources está investindo 25 milhões de dólares na fase 1 do projeto de Cuzco. Algumas outras pequenas mineradoras deram sorte em garantir a maior parte do financiamento para novos projetos antes dos problemas nos mercados de crédito, como a canadense Consolidated Thompson Iron Mines. Hubert Vallee, gerente do projeto de Bloom Lake, afirmou que a rapidez da empresa para fazer com que a mina de minério de ferro de baixo custo localizada em Quebec entrasse em produção fez toda a diferença. "Se não tivéssemos garantido o financiamento tão cedo, teríamos problemas. Teria diluído demais as ações da empresa", disse Vallee. "Se tivéssemos levado cinco anos para preparar a infra-estrutura, isso não teria acontecido. O mercado muda muito rápido".

REESE EWING, REUTERS

27 de novembro de 2008 | 11h11

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