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E-Investidor: O passo a passo para montar uma reserva de emergência

Pequeno investidor é o maior prejudicado

O sonho de comprar a casa própria da assistente de câmbio Eliane Neves poderá ser adiado depois que o governo decidiu mudar as regras de contabilização dos títulos públicos nos fundos de investimento a partir de sexta-feira. Há mais de um ano ela e o marido decidiram aplicar suas economias nos fundos de renda fixa e DI para adquirir uma apartamento de dois dormitórios, à vista no fim deste ano. A intenção é escapar da despesa mensal de aluguel e condomínio de R$ 750,00.No caso de Eliane, que tem R$ 15 mil aplicados no fundo renda fixa do Unibanco, a peda foi de pequena, de 0,97% ou R$ 145. Mas o prejuízo maior foi do marido, que tem uma cifra significativa aplicada num fundo DI. "Pior do que a perda é a desconfiança que existe no mercado, especialmente com relação ao novo presidente", diz Eliane.Ela diz que o marido, que amargou um prejuízo maior, perdeu a confiança nos fundos e pretende aplicar o dinheiro na tradicional caderneta de poupança ainda nesta semana. Já no seu caso a perda foi pequena, e a tendência é continuar com os recursos investidos em fundo de renda fixa.Especialistas de mercado observam que os mais prejudicados com as mudanças foram os pequenos aplicadores, que deixaram, nos últimos anos, a poupança por causa da baixa rentabilidade e migraram para fundos de investimento conservadores. Assim como nas aplicações de poupança, faz parte do perfil do aplicador de um fundo conservador não pedir ao banco um detalhamento dos papéis que integram suas aplicações. Normalmente, diz um analista de mercado, o aplicador conservador confia no banco gestor do fundo.

Agencia Estado,

06 de junho de 2002 | 08h51

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