Pequenos reservatórios são tendência na região

Defensor das usinas hidrelétricas como fonte de energia, o diretor de Licenciamento Ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Roberto Messias, avalia que reservatórios de maior porte só são justificáveis se, comprovadamente, a relação custo-benefício para a sociedade for compensadora."Não tem sentido sacrificar uma área de conservação ou um território indígena para gerar mais 30 ou 40 megawatts (MW). Há grandes reservatórios que têm papel de regularização (das águas). Mas, para isso, tem de comprovar o custo-benefício. Não é só inundar o máximo para ter o maior rendimento", disse Messias. Segundo ele, a construção de usinas com pequenos reservatórios vai contra os interesses econômicos das empresas do setor.Para o engenheiro Eduardo de Freitas Madeira, consultor da Secretaria de Planejamento Energético do Ministério de Minas e Energia, é a própria formação geográfica do Norte do País - próxima fronteira hidrelétrica a ser explorada - que faz com que as usinas com pequenos reservatórios sejam uma tendência na região. Segundo ele, as usinas mais antigas, nas Regiões Sul e Sudeste, beneficiaram-se do fato de o relevo ser mais montanhoso.Já na Região Norte, onde predominam as planícies, a construção de grandes barragens inundaria grandes áreas. Além disso, como os rios amazônicos têm grandes volumes de água, não seria simples construir barragens capazes de armazenar a vazão da época da cheia.

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