Pequim deve continuar a controlar mercado imobiliário

A China vai manter suas medidas de aperto no setor imobiliário no ano que vem e dará continuidade aos esforços para construir casas mais baratas, relatou hoje a televisão estatal, citando o vice-primeiro-ministro Li Keqiang. Os comentários rebateram especulações recentes entre acadêmicos de que a China poderia reduzir o controle sobre o mercado imobiliário em 2012, já que uma queda expressiva nos preços dos imóveis deve diminuir o crescimento econômico para menos de 9% - uma meta não declarada por Pequim.

FILIPE DOMINGUES, Agencia Estado

27 de novembro de 2011 | 16h43

"As medidas de aperto no setor imobiliários tiveram certo efeito", declarou Li. "O mercado está entrando num período crítico, portanto precisamos manter orientação política de conter o crescimento excessivamente rápido dos preços dos imóveis." O custo alto dos imóveis tem sido uma grande queixa no país e Pequim vê nessa questão uma possível fonte de insatisfação social.

Desde abril de 2010, a China atribuiu uma série de medidas para conter os preços dos imóveis, inclusive a exigência de adiantamentos maiores, limites sobre o número de residências que uma pessoa pode ter, a introdução de uma tarifa sobre propriedade em algumas cidades e a construção de casas para a população de baixa renda.

Li também alertou os governos locais para que garantam a construção de casas acessíveis e de qualidade. "Isso vai impulsionar o consumo e o investimento, que é essencial para a China em meio à desaceleração da economia global", afirmou. O país planeja iniciar a construção de 10 milhões de unidades de residências públicas neste ano, como parte do objetivo de construir 36 milhões de unidades de 2011 a 2015. As informações são da Dow Jones.

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