Adrees Latif/Reuters
Adrees Latif/Reuters

Pequim paralisa vendas da Apple de modelos de iPhone por suposta quebra de patente

O regulador de propriedade intelectual da cidade chinesa alega que o iPhone 6 e o 6 Plus têm design muito similar a um aparelho de um fabricante da China

Dow Jones Newswire

17 Junho 2016 | 11h25

PEQUIM - O regulador de propriedade intelectual da cidade de Pequim determinou que a Apple interrompa suas vendas de modelos iPhone 6 e iPhone 6 Plus na capital da China, ao decidir que o design desses aparelhos é muito similar a um telefone chinês. A notícia é mais um revés para a gigante do setor de tecnologia no exterior.

Não está ainda claro o impacto que a decisão pode ter. Algumas lojas de celulares na cidade disseram que já haviam parado de vender os dois modelos meses atrás, privilegiando modelos mais novos. A Apple encerrará em breve a produção dos dois celulares, segundo uma pessoa familiarizada com seus planos.

Os modelos de iPhone infringem uma patente chinesa de design para o exterior da Shenzhen Baili para seu smartphone 100C, afirmou o Escritório de Propriedade Intelectual de Pequim, em comunicado em seu site datado de 19 de maio. Uma porta-voz da Apple na China não respondeu aos contatos feitos nesta sexta-feira e uma telefonista do escritório chinês de propriedade intelectual disse que não podia responder questões.

A China é o maior mercado para a Apple fora dos EUA. A queda na venda de iPhones foi um fator importante para a primeira queda na receita trimestral da empresa em 13 anos, registrada em abril. A China também encerrou os serviços da Apple iBooks e iTunes Movies naquele mês, com reguladores argumentando que a companhia não tinha as licenças necessárias, segundo fontes próximas do assunto.

No mês passado, a Apple anunciou o investimento de US$ 1 bilhão na Didi Chuxing Technology, uma medida pouco usual para a empresa. Analistas dizem que provavelmente isso fez parte de uma estratégia para ganhar o apoio de Pequim, no momento em que a companhia enfrenta múltiplos desafios na China.

A Apple ainda tem a opção de apelar da decisão para um tribunal superior, segundo a lei chinesa.

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