Pequim passa NY e se torna a nova capital bilionária do mundo

Cidade chinesa é o lar de 100 bilionários, contra 95 da metrópole norte-americana

Jonathan Kaiman, Los Angeles Times

26 Fevereiro 2016 | 19h10

A China é a rainha dos superlativos: maior população, maiores áreas urbanas e uma das maiores poluições do mundo. Agora, acaba de conquistar mais um: tem mais bilionários que qualquer outro país, segundo a recém-divulgada Lista Hurun dos mais Ricos do Mundo 2016. De quebra, Pequim, segundo a publicação, derrubou Nova York como "a capital bilionária do mundo", com 100 bilionários, para 95 da Big Apple, 64 de Hong Kong e 50 de Xangai.

Depois de Nova York, as únicas cidade dos Estados Unidos entre as 20 primeiras do mundo são São Francisco, em 12º lugar, com 28 bilionários, e Los Angeles, em 19º, com 21. De acordo com a lista, divulgada quarta-feira, 24, a China tem 568 bilionários, um aumento de 80% em relação a 2013, ultrapassando os EUA (com 535) pela primeira vez. Isso, apesar dos índices sem precedentes de fuga de capitais, economia desacelerando e uma crise no mercado de ações que viu as bolsas do país perderem 40% nos últimos meses.

Diferentemente do que ocorre nas cidades americanas, todos os bilionários de Pequim são chineses, informa o fundador da Hurun, Rupert Hoogewerf. A China, diz ele,  vem criando muitas super-riquezas nos últimos dois anos e "Pequim é a cereja do bolo".

Eis uma amostra dos ricaços da cidade:

- Wang Jianlin, 21º colocado no ranking mundial, com US$ 26 bilhões 

Aos 61 anos, ex-oficial do Exército de Libertação do Povo, com fortes laços no governo, Wang é o homem mais rico da China. Fez fortuna com construção de imóveis em todo o país, principalmente shopping centers e hotéis. Nos últimos anos tem se voltado para o exterior. A partir de 2012, comprou a rede americana de cinemas AMC, a fabricante britânica de iates Sunseeker e a Legendary Entertainment, baseada em Burbank, Califórnia. 

- Lei Jun, 62º colocado, com US$ 14 bilhões

Aos 46 anos, Lei, CEO da fabricante de smartphones e eletrônicos Xiaomi, é conhecido como "o Steve Jobs da China" - imagem que cultua até usando camisas esportivas e jeans ao anunciar lançamentos de seus produtos. Xiaomi foi a startup mais valiosa do mundo nos meses finais de 2014; vem ampliando a produção com purificadores de ar, câmeras, balanças e medidores de pressão sanguínea. 

- Lu Zhiqiang - nº 101, US$ 10 bilhões

É o nono mais rico da China. Preside o China Oceanwide Group, de Pequim, com interesses no ramo imobiliário, seguros e financiamento industrial. Tem 64 anos e é visto como "um grande crocodilo sempre de olho no mercado de capitais, com apurado instinto para investimentos lucrativos".  

- Chen Lihua, 159º colocada, US$ 7,6 bilhões, é mulher mais rica da China 

Aos 74 anos e da etnia manchu, Chen preside o Fuh Wah International, empresa de investimentos que trabalha com construção e operação de hotéis de luxo, clubes, prédios de apartamentos, shopping centers e edifícios comerciais. Nasceu em família pobre de Pequim e abandonou o ginásio para ganhar a vida. Sua primeira investida em negócios foi como consertadora de mobília. Pouco depois, abria a própria fábrica de móveis. É casada com o ator Chi Ghongrui, conhecido por sua interpretação de monge num dos mais seriados mais populares da aTV chinesa, Journey to the West.

- Jia Yueting, 163º, US$ 7,5 bilhões

Aos 42 anos, Jia é presidente e fundador da Leshi Internet Information & Technology Co., também conhecida como LeTV, fabricante de televisores inteligentes e smartphones. Jia quer chegar perto de, ou mesmo controlar, gigantes ocidentais de tecnologia como Apple, Netflix e Tesla. Espera fabricar veículos elétricos de luxo já em 2017. Com esse objetivo, tem investido pesadamente numa startup de Gardena, Califórnia, Faraday Future. / TRADUÇÃO DE ROBERTO MUNIZ; COLABORARAM NICOLE LIU E YINGZI YANG

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