Perda das primeiras licenças reduziu interesse da Nextel

A Nextel, que opera o serviço de comunicação móvel por rádio, foi apontada como a principal responsável, pelos ágios elevados no primeiro dia do leilão da terceira geração (3G) da telefonia celular, apesar de não ter levado nenhuma licença. Ontem, segundo dia, sua atuação foi muito menos agressiva e as diferenças entre as ofertas vencedoras e os preços mínimos caíram. O leilão terminou hoje.Segundo Alfredo Ferrari, vice-presidente Jurídico e Regulatório da Nextel, a perda das licenças para as primeiras duas áreas afetou o plano de negócios traçado pela companhia e diminuiu o interesse pelo restante do leilão. "Nossa estratégia mudou por termos perdido", explicou o executivo. As duas área incluíam mercados importantes, como Rio de Janeiro, Brasília e Porto Alegre. A primeira correspondia ao Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia e Sergipe. A segunda às Regiões Sul e Centro-Oeste e aos Estados de Rondônia, Tocantins e Acre."Não foi nosso objetivo entrar para criar ágio", afirmou Ferrari. Alguns analistas apontaram que a estratégia da Nextel poderia ter sido fazer com que as concorrentes desembolsassem mais pela licença. Ele também negou que havia um investidor oculto apoiando a entrada da empresa no leilão. "Somos controlados pela NII Holdings, uma empresa de capital aberto nos Estados Unidos".A Nextel planeja participar do leilão da banda H, uma nova licença de 3G que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) planeja licitar no primeiro semestre de 2008. "Nossa prioridade é desenvolver o Iden (sistema de rádio)", disse Mario Carotti, vice-presidente de Marketing da Nextel. "Os serviços de 3G vão enriquecer o portfólio." A Nextel tem cerca de 1,18 milhão de clientes no País. A NII Holdings controla as operações da empresa no Brasil, Argentina, Chile, México e Peru.

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