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Perda de documentos pode acabar em prisão

Para quem perde o documento, a polícia informa que a única proteção é registrar imediatamente um boletim de ocorrência na delegacia mais próxima. Essa precaução serve para evitar que esse documento, principalmente RG ou CPF, seja usado para abrir uma conta ou registrar uma empresa fantasma. Se não forem tomados os devidos cuidados, a pessoa pode ser condenada por um crime que não cometeu.O delegado Manoel Camassa, titular da 4a delegacia do Departamento de Investigações Contra o Crime Organizado (Deic), que trabalha com casos de estelionato, informou que os criminosos são muito hábeis em falsificar documentos. "Se um falsário conseguir um RG perdido, é fácil substituir a foto e, com esse documento, abrir uma conta em um banco ou abrir uma empresa fantasma", disse ele.O delegado ressalta que a única chance que o dono do documento perdido tem de escapar da acusação de um crime cometido por outro é fazer um boletim de ocorrência (B.O.). "A pessoa deve registrar a perda do documento imediatamente, na delegacia mais próxima", informou Camassa. "Com esse procedimento, o extravio fica registrado no banco de dados da polícia, e, se o criminoso for preso, fica fácil descobrir que o RG que ele porta é falsificado", completou.Camassa informa que é comum um criminoso ser preso com documento falso e ser julgado com o nome de outra pessoa. Quando a vítima que perdeu o documento sem ter registrado B.O. vai retirar a segunda via ou é parada em uma batida, ela é presa como tendo praticado o crime. "Essa pessoa acaba provando ser inocente, mas isso leva um certo tempo", disse o delegado.A segunda atitude a ser tomada por quem perde o documento é retirar uma segunda via. Com o serviço do Poupatempo isso ficou mais fácil. Os endereços do Poupatempo são: Praça do Carmo, no centro; Praça Alfredo Issa, no centro; Rua Amador Bueno, em Santo Amaro, zona sul; Avenida do Contorno, em Itaquera, zona leste.Novo golpe: cuidado com telefonemasO delegado Manoel Camassa alerta para um novo golpe aplicado por estelionatários: as vendas por telefone. Eles entram em contato com a vítima dizendo que vendem algum produto e, se ela aceita comprá-lo, os criminosos pedem o número de seu RG e de seu CPF.De posse desses números, eles falsificam o documento e abrem uma conta em bancos, "normalmente com a cumplicidade de algum funcionário da agência", informou Camassa. Segundo ele, a única maneira de se precaver contra essa prática é não informar o número de seus documentos para estranhos.

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