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Perda nas bolsas em 4 meses soma US$ 10 trilhões, diz Tombini

Segundo o presidente do Banco Central,  um dos efeitos dessa perda é a redução das perspectivas de crescimento do PIB dos países

Fernando Nakagawa e Adriana Fernandes,

27 de setembro de 2011 | 13h52

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse que levantamentos internacionais mostram que o valor de mercado das bolsas de valores mundiais registra perda aproximada de US$ 10 trilhões em quatro meses. "Essa perda de riqueza tem efeito negativo e perverso sobre o comportamento dos agentes econômicos".

Um dos efeitos, segundo Tombini, é a redução das perspectivas de crescimento do Produto Interno Bruto dos países. "Há uma redução drástica das percepções de crescimento. Uma revisão significativa", afirmou ele ao comentar que o Comitê de Política Monetária (Copom) já havia alertado para a redução das previsões de crescimento de economias, como a dos Estados Unidos, por exemplo.

Numa enfática defesa da decisão do Copom de reduzir os juros na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Tombini destacou que o quadro externo de crise é o apontado pelo comitê no dia 31 de agosto. Nessa data, o Copom reduziu em 0,50 ponto porcentual a taxa de juros e recebeu várias críticas do mercado financeiro.

O agravamento da crise externa está em linha, disse ele, com a revisão do cenário externo observada pelo Copom. "Não estamos sendo surpreendidos", afirmou o presidente do BC. "Tudo isso estava na conta", disse ele, numa referência à deterioração das previsões de crescimento global e piora dos riscos soberano e dos bancos de vários países. "Víamos uma economia com risco grande", acrescentou.

O presidente do BC afirmou ainda que não "tem bola de cristal para prever a quebra de um país ou de uma instituição financeira", mas ponderou que o Copom tem capacidade de avaliar o quadro. Na CAE, ele destacou ainda que a substancial deterioração do ambiente econômico internacional impõe um "viés desinflacionário" no horizonte relevante".

Ao destacar as razões que levaram o Copom a reduzir os juros, ele destacou ainda a revisão do cenário fiscal e o fato de ações de política monetária adotadas até julho deste ano ainda não terem seus efeitos plenamente sentidos.

Política macroeconômica consistente

Tombini

destacou ainda que o Brasil tem capacidade de crescer com inflação para baixo. Ele ponderou, no entanto, que há moderação do crescimento. Ele destacou que o governo vem adotando uma política macroeconômica "consistente".

Segundo ele, o regime de política economia que vem sendo testado tem apresentado resultados importantes para o Brasil, de estabilidade econômica, financeira. Para ele, há uma moderna regulação do sistema financeiro, inclusive um paradigma com comparações internacionais. "A intensidade da nossa supervisão vem sendo avaliada como elemento de força da economia brasileira", disse.

Texto atualizado às 14h10

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