Perdas de grandes bancos dos EUA triplicam para US$53 bi

Autoridade reguladoras dos Estados Unidos afirmam que o nível de perdas com empréstimos sindicalizados pelos bancos e outras instituições financeiras triplicou para 53 bilhões de dólares em 2009, devido aos ruins padrões de subscrição e contínua fraqueza nas condições econômicas.

REUTERS

25 de setembro de 2009 | 11h14

Segundo a revisão de 2009 do Programa Nacional de Crédito Compartilhado (SNC, na sigla em inglês), um relatório anual interagências publicado na quinta-feira, a qualidade do crédito se deteriorou a níveis recordes com respeito aos grandes empréstimos e compromissos de empréstimos.

O SNC, que foi criado em 1977 para revisar grandes empréstimo sindicalizados, agora revisa e classifica todos os empréstimos institucionais de pelo menos 20 milhões de dólares que são divididos por três ou mais instituições supervisionadas.

Segundo o relatório, ativos criticados classificados com "menção especial", "abaixo do padrão", "duvidoso" e "prejuízo", chegou a 642 bilhões de dólares, o que representa 22,3 por cento do portfólio da SNC, contra 13,4 por cento um ano atrás.

Ativos confidenciais classificados como "abaixo do padrão", "duvidoso" e "prejuízo" subiram para 447 bilhões de dólares contra 163 bilhões de dólares em 2008.

O relatório diz ainda que os bancos estrangeiros correspondem a cerca de 38 por cento dos 2,9 trilhões de dólares em empréstimos, enquanto os fundos de hedge, fundos de pensão, companhias de seguro e outras entidades tinham cerca de 21 por cento.

O relatório indica ainda que instituições não bancárias possuem uma "parte desproporcional" de ativos confidenciais em comparação com o total de sua participação no portfólio da SNC. Elas correspondem a 47 por cento de empréstimos vistos como "abaixo do padrão", "duvidosos" e "prejuízo".

(Reportagem de Biswarup Gooptu)

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