Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

'Perdemos pessoal para a JEEP'

GOIANA (PE)- Proprietários de uma loja de roupas femininas em Goiana, Mércia Moura, de 57 anos, e o filho Paulo Gustavo Moura, de 36 anos, estão contentes com o aumento de 30% no movimento da loja a partir de 2012. Ressaltam, porém, que a atual crise econômica atrapalha os negócios.

Cleide Silva, enviada especial, O Estado de S. Paulo

12 Abril 2015 | 05h00

A chegada da fábrica da Jeep também causou problemas à tradicional família da região, dona de duas confecções e de plantações de cana. “Estamos perdendo trabalhadores para a montadora”, diz Moura.

Ele afirma que costureiras treinadas pela própria empresa, que distribui seus produtos em seis lojas próprias em Pernambuco e três em São Paulo, estão preferindo costurar bancos na Jeep. Com cerca de 350 funcionários nas duas confecções, ele diz que, nos últimos meses, perdeu pelo menos 40 pessoas. 

No canavial, a debandada se repete e foi acentuada no período da construção da fábrica, quando muitos cortadores preferiram atuar na construção civil.

“Com a falta de mão de obra tive de recorrer mais à mecanização”, diz Moura. Em períodos de safra, ele afirma que chega a empregar entre 400 e 500 pessoas.

Impacto. Estudo da consultoria Ceplan aponta que, com a chegada da Jeep, o Produto Interno Bruto (PIB) de Pernambuco será 6,5% maior em 2020 em relação ao atual. 

Nesse período, serão gerados 47,5 mil empregos diretos e indiretos no Estado. “O impacto será lento e gradual na região e pode ajudar a reduzir marcas sociais hoje indesejáveis”, diz o economista Jorge Jatobá. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.