Perdeu o banco, salvou o resto

O escândalo do Panamericano veio à tona no final de 2010, quando o Banco Central descobriu que o banco tinha um rombo estimado em R$ 2,5 bilhões. A instituição pertencia ao empresário Silvio Santos e à Caixa Econômica Federal, que tinha se tornado sócia do banco um ano antes. O buraco nas contas era maior do que se imaginava no início e chegou a R$ 4,3 bilhões. Para esconder os problemas, os balanços do banco eram fraudados.

O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2012 | 03h03

O Panamericano só não quebrou porque foi socorrido com empréstimos do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que exigiu que Silvio Santos saísse do negócio. A instituição então foi vendida ao BTG Pactual, do banqueiro André Esteves, por R$ 450 milhões. Silvio Santos perdeu o banco, mas salvou o resto de seu patrimônio, o que não teria acontecido se o banco quebrasse.

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