Perdigão: ADR estréia em NY

O presidente da Perdigão, Nildemar Secches, disse que o preço de abertura dos ADRs reflete as condições atuais de mercado. ADRs são recibos de ações através dos quais as ações de empresas com sede em outros países são negociados na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse), de US$ 14,00,. "O mercado tem estado bastante volátil nos últimos dias e o preço de abertura reflete justamente esse momento que está passando a Bolsa de Valores", disse Secches.Secches disse que a eventualidade da empresa realizar um IPO (Oferta Inicial de Ações) em Nova York, no futuro, não está descartada, porém não está nos planos imediatos da empresa. "O primeiro passo foi a emissão do ADR nível II na Bolsa de Nova York. Somos conhecidos internacionalmente como produtores de alimentos e esta listagem vai reforçar a imagem de empresa", afirmou.Presidente da empresa espera aumento nos negócios com as açõesEle disse também que o lançamento dos ADRs vai abrir uma série de oportunidades para os acionistas da empresa negociarem suas ações. Desde 1996 até ontem, os papéis da Perdigão eram negociados nos Estados Unidos no mercado de balcão, isto é, como ADR nível I. Ontem, no último dia de negociação no mercado de balcão, o ADR da Perdigão fechou a US$ 13,50. Hoje, na abertura, o papel abriu em alta, na Bolsa de Valores de Nova York, a US$ 14,00, ou de 3,7%. Secches disse que o ADR nível II vai proporcionar um upgrade na qualidade dos papéis da Perdigão. Ele espera também um aumento nos negócios com as ações, tanto no mercado brasileiro como no norte-americano.Atualmente, do capital total da Perdigão, 35% (ou aproximadamente 52% das ações preferenciais, PN, sem direito a voto), estão no poder do mercado, sendo que mais de 25% estão nas mãos de investidores estrangeiros. Perdigão deve faturar R$ 2 bilhões neste anoA Perdigão deverá faturar este ano cerca de R$ 2 bilhões, segundo previsões do presidente da empresa. No ano passado, a companhia faturou R$ 1,8 bilhão. Secches disse que a empresa tem registrado, nos últimos meses, uma recuperação maior no mercado interno para bens de consumo não-duráveis.

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