Perdigão e Sadia poderão comprar insumos em conjunto

Operação é autorizada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) até o julgamento da fusão

Gerusa Marques, da Agência Estado,

20 Janeiro 2010 | 14h18

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou nesta quarta-feira, 20, dois pedidos da Perdigão e da Sadia para que elas possam fazer compras conjuntas de insumos e serviços, como carne in natura, grãos, embalagens e insumos agropecuários. Embora as duas empresas estejam obrigadas a manter separadas as suas estruturas administrativas e comerciais, até o julgamento do processo de fusão no Cade, a Perdigão e a Sadia foram autorizadas a fazer operação conjunta nesses tipos de aquisição.

 

O conselheiro Carlos Ragazzo, disse que a mudança é mínima no acordo assinado com as duas empresas. "Os dois pedidos foram aceitos, porque as empresas têm uma participação muito baixa no mercado de carne bovina in natura e na aquisição desses insumos", afirmou Ragazzo.

 

Segundo ele, essa liberação é muito fácil de ser reversível. "Não vai ter integração de estruturas. Elas só vão coordenar aquisição conjunta desses insumos", explicou o conselheiro. Ele não soube informar quando o processo de fusão irá a julgamento. Ragazzo disse apenas que o Cade aguarda a instrução do processo pela Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda e pela Secretaria de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça.

 

O pedido das empresas começou a ser discutido na sessão do dia 14 de dezembro, mas a discussão foi adiada para esta quarta, por pedido de vista do presidente do Cade, Arthur Badin. A incorporação da Sadia pela Perdigão foi anunciada em maio do ano passado e a fusão resultou na criação da empresa Brasil Foods, que se tornou a maior empresa de alimentos industrializados do Brasil.

 

Em julho de 2009, o Cade assinou com as duas empresas o Acordo de Preservação da Reversibilidade da Operação (APRO) mantendo separadas as estruturas da Sadia e da Perdigão. Nesta quarta, com a revisão desse acordo, não foi liberada, segundo Ragazzo, a compra conjunta de carne suína e de aves.

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