Perdigão se compromete a não usar transgênicos

Em carta encaminhada ao Greenpeace, a Perdigão se comprometeu publicamente a reforçar seus sistemas de detecção de transgênicos em produtos processados e na alimentação de animais para corte de modo a não usar organismos geneticamente modificados em seus produtos. A decisão foi tomada depois de a empresa reconhecer que seus métodos de controle não eram suficientes para detectar se havia a presença de transgênicos e decidiu reavaliar suas regras de segurança."O compromisso da Perdigão não só respeita a lei brasileira, como garante um alimento seguro para a saúde da população e o meio ambiente", afirma Mariana Paoli, coordenadora da campanha de engenharia genética do Greenpeace. "O anúncio feito pela Perdigão é uma ótima notícia para os consumidores brasileiros. Quanto mais informação o consumidor tem sobre o assunto, maior é a rejeição aos alimentos transgênicos", completa Tatiana de Carvalho, assessora da campanha. O plantio, a comercialização e a importação de transgênicos estão proibidos no país, mas a fiscalização é ruim e apenas a compra de matéria prima nacional não garante a isenção de transgênicos. Somente as indústrias de alimento que adotam medidas de controle rigorosas podem garantir que não estão comprando e utilizando soja transgênica. A Perdigão afirmou que os produtos fabricados a partir de 01 de dezembro deste ano serão produzidos dentro dos novos mecanismos de controle, sem risco de estarem contaminados por transgênicos. "Quando os produtos fabricados antes desta data não estiverem mais disponíveis no mercado, os produtos da Perdigão passarão a constar da lista verde do Guia do Consumidor - lista de produtos com e sem transgênicos do Greenpeace", explica Tatiana. O Greenpeace continuará testando os produtos da Perdigão para verificar o controle adotado. "O comprometimento da Perdigão, uma das maiores empresas nacionais do ramo alimentício, em não aceitar transgênicos, reafirma a crescente demanda pelo grão não-transgênico no mercado nacional e internacional. Outras grandes empresas atuantes no mercado nacional, como a Sadia, a Nissin e a Unilever, também já assumiram este compromisso, aumentando ainda mais a pressão em toda a cadeia produtiva", afirma Mariana Paoli,

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