Perguntem ao Kirchner o custo do calote, aconselha Palocci

O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, criticou hoje a tese defendida por alguns políticos, analistas e investidores, de que um sucesso na operação de troca da dívida argentina poderá aumentar a pressão sobre o governo brasileiro para que também dê um calote em seus credores. "Pergunte aos argentinos se houve sucesso no calote, somente eles podem responder a essa pergunta.", disse Palocci à imprensa. "Eu ouço meu companheiro Roberto Lavagna (ministro das Finanças da Argentina), dizer que não deseja que nenhum país passe por isso, ou o presidente Nestor Kirchner, que falou que está agora subindo os primeiros degraus para sair do inferno."O temor de um contágio do exemplo argentino foi mencionado, entre outros, pelo economista John Williamson, do Institute for International Economics dos Estados Unidos durante um seminário do Forum Econômico Mundial que discutiu a economia brasileira. "Se alguém desejar o que Kirchner chama de inferno, fica a disposição de procurá-lo", disse Palocci. O ministro disse que governo argentino está fazendo um esforço muito grande para reverter a situação financeira do país. "E é muito importante que eles consigam fazer isso, para a Argentina, para a parceria com o Brasil, para a América Latina como um todo", disse. Ele observou que não foi o atual governo argentino que suspendeu o pagamento da dívida. "Sobre a avaliação do custo disso, nada é mais importante do que o afirmam Kirchner e Lavagna, confio na avaliação deles", disse.

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