Perigo de falta de petróleo está superado, diz AIE

A Agência Internacional de Energia (AIE) disse hoje que os temores de uma crise de abastecimento de petróleo que vinham assolando os mercados globais nos últimos meses estão sendo superados. "O sistema está funcionando - os produtores estão aumentando a produção, o petróleo está sendo entregue e nas regiões consumidoras os preços estão declinando", afirmou o organismo em seu relatório mensal divulgado em sua sede em Paris. "Os consumidores estão cada vez mais confiantes de que os mercados poderão afastar a tempestade causada pelas as atuais interrupções de abastecimento do Iraque, Venezuela e Nigéria."Segundo a AIE, apesar das dúvidas sobre a duração do conflito no Iraque, os mercados foram tranquilizados pelo compromisso dos produtores de manter o abastecimento da commodity. A perda de quase 40% da produção nigeriana no mês passado foi "supreendente", mas acabou sendo parcialmente compensada pela retomada do abastecimento venezuelano. Além disso, o fim do inverno no hemisfério norte e a consequente queda no consumo de combustível para calefação provocou uma redução na demanda. Entretanto, a agência, que é ligada à Organização para Cooperação de Desenvolvimento Econômico (OCDE), alertou que é preciso não abandonar a cautela diante desse cenário otimista. "A crescente confiança não deve ser vista como uma indicação de que tudo já retornou ao normal e que todos os problemas são coisas do passado", disse a AIE. "Na verdade, a capacidade ociosa continua reduzida, os estoques estão baixos e o mercado está tensionado", disse.Ação da Opep foi fundamentalA agência elogiou a atitude da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de elevar a sua produção no período que antecedeu a guerra no Iraque. "Há poucas dúvidas de que a ação da Opep foi muito fundamental para acalmar os mercados." Os países produtores, segundo a AIE, têm antecipado as suas entregas em regiões consumidoras consideradas cruciais para mitigar o impacto de uma eventual ruptura no abastecimento, assumindo assim riscos financeiros. Veja o especial:

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