Perillo: reestruturação da Celg evitará apagão em Goiás

O governo de Goiás já solicitou um empréstimo de R$ 2,7 bilhões à Caixa Econômica Federal para executar o plano de reestruturação da Celg, a empresa estatal de energia elétrica do Estado. O dinheiro, que será utilizado para quitar débitos da Celg com outras empresas do setor e também de ICMS, com o próprio governo, deverá ser liberado em duas parcelas, uma de R$ 1,2 bilhão, em março deste ano, e outra de R$ 1,5 bilhão, em janeiro de 2012. Segundo o governador Marconi Perillo (PSDB), sem essa reestruturação Goiás pode sofrer um apagão.

AYR ALISKI, Agencia Estado

27 de janeiro de 2011 | 14h08

Conforme informações do governo de Goiás, nessa reestruturação, o Estado entrará com R$ 1,5 bilhão em janeiro de 2012. Outra parcela de R$ 1 bilhão virá de parceiros estratégicos, também em 2012, por meio de abertura de capital, que poderá chegar a 49%. Com isso, a empresa deixaria de ser deficitária em 2015.

Os detalhes do plano de reestruturação da Celg foram apresentados ontem por Perillo e pelo vice-governador e presidente da companhia, José Eliton, em Goiânia. Os problemas da Celg foram discutidos na última segunda-feira em Brasília, com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, em conversas que contaram com a intermediação do senador Demóstenes Torres (DEM/GO).

Segundo o governador, a reestruturação da Celg é um plano de recuperação de longo prazo. "Com as medidas que sugerimos, em 2015 a Celg deixará de ser deficitária. O planejamento não foi feito apenas sob o viés financeiro, mas também analisamos as necessidades de investimento para garantir que a Celg consiga crescer e atender a demanda energética de Goiás", declarou na cerimônia de anúncio do plano.

Durante a apresentação, Perillo admitiu que a Celg enfrenta uma situação delicada e disse que a empresa deixou de receber os investimentos necessários no passado. "Caso as medidas propostas não sejam colocas em vigor em breve, há risco de haver apagão elétrico em meados deste ano", alertou. O governador disse que a Celg precisa recuperar e construir novas subestações, redes de transmissão e distribuição. O governo goiano crê que, em quatro anos, a companhia seja capaz de investir R$ 250 milhões ao ano no setor elétrico.

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