Permanência da desoneração era sinalizada, diz analista

A oficialização da permanência das desonerações da folha de pagamento, anunciada nesta terça-feira, 27, pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirma as sinalizações que vinham sendo dadas pelo governo de que manteria as políticas industriais com o pretexto de estimular o crescimento, disse há pouco o economista da Tendências Consultoria Integrada Felipe Salto.

FRANCISCO CARLOS DE ASSIS, Agencia Estado

27 de maio de 2014 | 20h21

A desoneração da folha, na avaliação de Salto, tem gerado pouco crescimento e, em alguns casos, elevado o custo das empresas porque em vez de pagarem 20% da folha de pagamento como contribuição patronal à Previdência Social os setores beneficiados pela desoneração passaram a pagar 1% ou 2% do faturamento, dependendo da atividade. A desoneração beneficia principalmente as empresas mais intensivas em mão de obra.

A renúncia fiscal decorrente da desoneração da folha vai pular de cerca de R$ 20 bilhões no ano passado para R$ 21,6 bilhões neste ano, segundo números do próprio Ministério da Fazenda. "Se o governo está dizendo que serão R$ 21,6 bilhões, podemos considerar que é o piso", disse Salto, acrescentando que, para efeito de comparação, este valor é quase o orçamento anual de R$ 24,7 bilhões do Bolsa Família.

O economista mantém suas previsões de superávit primário de 1,5% na proporção do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano e de 2,2% em 2015, com viés de baixa.

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