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Perspectiva para a economia global continua fraca, diz G-8

Em comunicado assinado por líderes, grupo falou em comprometimento com ‘todas as fontes de crescimento’

Stefânia Akel, da Agência Estado,

17 de junho de 2013 | 18h57

ENNISKILLEN - A perspectiva para a economia global permanece fraca, apesar de as ações tomadas pelas autoridades nos Estados Unidos, Japão e na zona do euro terem tornado menos provável uma forte desaceleração. A análise foi feita em comunicado dos líderes do G-8 divulgados nesta segunda-feira, 17.

Após o primeiro dia do encontro, os líderes disseram que estão comprometidos com a "exploração de todas as fontes de crescimento", incluindo o "apoio à demanda".

Com a economia da zona do euro ainda se contraindo e o crescimento mais fraco que o esperado nos EUA, na China e em outras grandes economias, uma recuperação forte e sustentável ainda está distante. Os líderes afirmaram que, em algumas partes da economia global, as perspectivas para o crescimento estão mais fracas do que na última reunião do grupo, em maio de 2012.

"As perspectivas econômicas globais continuam fracas, apesar de os riscos terem sido reduzidos graças, em parte, às ações tomadas nos EUA, na zona do euro e no Japão, e à resistência de grandes economias emergentes", afirmaram. Eles notaram que os mercados financeiros entraram em rali em resposta a ações como os estímulos do Banco do Japão e do Federal Reserve, além dos esforços do Banco Central Europeu (BCE) para acalmar os nervos nos mercados de bônus dos governos da zona do euro.

Os líderes frisaram, no entanto, que os preços mais altos dos ativos ainda não ajudaram o crescimento econômico ou a criação de empregos. "Esse otimismo ainda deve ser traduzido em melhoras na atividade econômica e no emprego na maioria das economias avançadas", disse o comunicado. O documento ainda pressionou a zona do euro a implementar a união bancária, o que, segundo os líderes, é "fortemente necessário".

Os líderes foram mais positivos na avaliação sobre os EUA, notando que o déficit orçamentário está caindo "rapidamente". Eles também elogiaram as medidas recentes do Japão para impulsionar o crescimento, mas pressionaram o governo a "combater o desafio de definir um plano fiscal confiável de médio prazo".

Segundo o G-8, os bancos centrais devem continuar a apoiar o crescimento, mas eles devem focar em objetivos domésticos. Essa é a reafirmação da promessa do G-8 de evitar usar a política monetária para enfraquecer o câmbio.

(Com informações da Dow Jones)

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