Perspectivas favoráveis para setores

O ano de 2001 deverá ser favorável para grande parte dos setores de atividade econômica, com destaque para os segmentos de produtos e serviços ligados à infra-estrutura, telecomunicações, energia, papel e celulose, embalagens, informática e bens de capital. É a primeira vez desde o início da estabilização econômica, com o Plano Real, em 1994, que as perspectivas são de aumento moderado para a maioria dos segmentos, o que reforça a tendência de crescimento sustentado."Não está sendo fácil identificar quais setores terão em 2001 desempenho inferior ao registrado neste ano", afirma o economista-chefe do Lloyds TSB, Odair Abate. Segundo o economista Flávio Nolasco, da MA Consultores, não há, no momento, um setor que possa ser apontado com a pior perspectiva. Para o economista-chefe do banco J.P.Morgan no Brasil, Marcelo Carvalho, é saudável a expectativa positiva para praticamente todos os setores.Segundo Abate, levando em conta o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 4,5% para 2001, inflação de 4,3% e as taxas de juros, de inadimplência e de desemprego declinantes, dentre os 20 principais setores econômicos avaliados, apenas um, o ligado às obras públicas e dependente dos gastos do governo, tem perspectiva desfavorável. Para três setores - o de máquinas agrícolas, commodities e o sistema financeiro - o prognóstico do economista é neutro. Segundo ele, nos dois primeiros, a indefinição decorre das incertezas do mercado internacional que podem afetar as cotações dos grãos. No caso do sistema financeiro, a readaptação às novas condições de competição entre os bancos, com a quedas nos juros, inflação e margens, pode causar impactos. Para os demais setores, no entanto, as perspectivas são favoráveis, indica a análise.Privatizações incentivaram a infra-estruturaDentre os fatores positivos para o crescimento generalizado, Abate aponta o significativo processo de privatização acumulado nos últimos anos, que criou a necessidade de investimentos produtivos complementares. "O ano que vem será o grande momento para todos os setores ligados a investimentos em infra-estrutura, eletricidade, rodovias, telecomunicações, petróleo, entre outros, fruto de privatizações e concessões", prevê Nolasco.

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