Perspectivas para a construção civil

Depois da forte queda da atividade da construção civil - o produto interno bruto (PIB) do setor teria caído cerca de 5% em 2014, segundo especialistas -, a Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas (Apeop) espera um 2015 melhor, com uma retomada no segundo semestre e um crescimento anual da ordem de 1%. A avaliação coincide com a de outros levantamentos, como os da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado há alguns dias, e a Sondagem da Construção, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre-FGV).

O Estado de S.Paulo

01 de janeiro de 2015 | 02h02

Amparada em dados da consultoria GO Associados, a Apeop prevê que uma das molas da recuperação serão as parcerias público-privadas, as PPPs, que já vinham ganhando alento em 2014. Entre os meses de junho e dezembro, até a primeira quinzena, por exemplo, foram contratadas 14 PPPs nas esferas municipal, estadual e federal. E há em fase de formatação ou licitação mais 48 PPPs.

Líder no setor, o Estado de São Paulo teve quatro PPPs contratadas desde junho e há 15 em formatação, inclusive para habitação de interesse social no centro de São Paulo. Minas tem três PPPs contratadas e 12 em formatação. Mas isso não basta.

A Sondagem da FGV, denominada Índice de Confiança da Construção, mostra os números insatisfatórios não apenas de 2014, mas de toda a série, iniciada em julho de 2010, período em que houve uma tendência de queda regular. A média histórica de 122,8 pontos, que está no campo positivo sempre que supera os 100 pontos, chegou em dezembro a 96,9 pontos, com ajuste sazonal.

"A sondagem de dezembro confirma um quadro de diminuição da atividade que veio se acentuando durante o ano", afirmou a coordenadora de projetos da FGV/Ibre, Ana Maria Castelo. "Vale observar também que o fato de as expectativas chegarem ao pior patamar da série mostra que o empresário da construção não está vendo as perspectivas de retomada de forma muito otimista", acrescentou.

O Índice de Situação Atual (IST) havia crescido 2,3% entre outubro e novembro, mas voltou a cair 1,7% entre novembro e dezembro. O ponto mais crítico foi o da evolução recente da atividade, que caiu 3,5% em relação a novembro e chegou a 82,1 pontos, o menor patamar desde que o levantamento é feito.

As expectativas são algo melhores: caíram, mas ainda estão no campo positivo, não a ponto de antecipar a retomada prevista pela Apeop.

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