Peru deixa o G-21, de olho em acordo bilateral com os EUA

Num novo revés para a posição do Brasil nas negociações sobre comércio internacional, o governo do Peru anunciou no fim de semana sua decisão de deixar o chamado Grupo dos 21 países (G-21) que o Itamaraty articulou e liderou, na discussão sobre subsídios à agricultura, durante a recente reunião da Organização Mundial de Comércio, em Cancún, juntamente com a Índia, a China e a África do Sul.Em declarações ao jornal "Gestión", o diário econômico e financeiro de Lima, o ministro do Comércio Exterior e Turismo, Raúl Diez Canseco, afirmou que o Peru não continuará participando de "um grupo de defende posições que dificultam o progresso das negociações da Rodada de Doha". O Peru é o terceiro país da América Latina a abandonar o grupo, depois de El Salvador, que anunciou sua saída ainda em Cancún, e a Colômbia, que o fez na semana passada.Diez Canseco não escondeu, ao anunciar o desligamento do Peru dos G-21, que Lima quer garantir, assim como a Colômbia, seu lugar na fila de negociação de um acordo bilateral com Washington. Segundo fontes diplomáticas de três países da região, as decisões de El Salvador, da Colômbia e do Peru foram tomadas sob forte pressão de Washington.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.