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Peru quer investimento da China para aprovar compra de ativos da Petrobras

O governo do Peru pediu à gigante do petróleo chinesa CNPC um compromisso de investimento para ajudar no desenvolvimento de programa industrial antes de aprovar a compra dos ativos da Petrobras no país, disse nesta quinta-feira o ministro de Minas e Energia, Jorge Merino.

Reuters

28 de novembro de 2013 | 19h37

A China National Petroleum Corporation (CNPC), maior companhia de petróleo e gás da China, anunciou há duas semanas um acordo com a Petrobras para a compra dos ativos da brasileira naquele país por 2,6 bilhões de dólares.

"Esta operação sem dúvida tem que ser aprovada pelo governo peruano e para isso conversamos com a China National Petroleum, que tem que apresentar um programa de investimentos", disse Merino a jornalistas durante reunião de empresários na cidade de Paracas, ao sul de Lima.

Segundo o acordo, a venda de ativos da Petrobras à CNPC inclui o Lote X, um campo maduro em produção desde 1912, do qual foram extraídos 16 mil barris de óleo equivalente por dia no ano passado.

A transação também inclui 46,16 por cento de participação no Lote 57, campo pré-operacional de gás natural e condensado, no qual a Petrobras tem como parceira a espanhola Repsol.

Merino disse que a CNPC, que fez a compra através de sua filial PetroChina, também deverá ajudar a desenvolver a indústria petroquímica do sul do Peru, que será abastecida com os recursos de gás.

"Eles têm que apresentar também um programa de como vão ajudar o desenvolvimento industrial do sul do país", afirmou Merino, acrescentando que serão analisados com a CNPC os níveis de produção de hidrocarboneto e o abastecimento no sul do país.

"Vamos continuar conversando com eles antes de aprovar formalmente a operação", disse.

O Peru produz cerca de 62 mil barris de petróleo por dia.

(Reportagem de Marco Aquino)

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