Pesificação depende de acordo com FMI, diz BC argentino

A pesificação total economia argentina depende do sucesso de um novo acordo com o FMI, o que poderá ocorrer em duas semanas, disse hoje o diretor do Banco Central da República Argentina (BCRA), Aldo Pignanelli. Ele explicou que, depois de resolver esse problema, será possível oferecer bônus aos bancos para evitar que fiquem descapitalizados e para buscar um equilíbrio entre ativos e passivos das instituições financeiras assim que for iniciada a pesificação dos depósitos e das contas correntes.Em entrevista a uma rádio de Buenos Aires, Pignanelli afirmou que o texto da resolução que traz exceções ao "corralito", que deve incluir pessoas entre 75 e 80 anos, casos de doença, aposentados e pensionistas e indenizações por causa de demissões ou acidentes de trabalho, se encontra praticamente pronto. Essa é um das formas que o governo argentino encontrou para amenizar mais o confisco de parte dos depósitos dos argentinos, que vêm provocando protestos constantes em todo o país. O diretor do BC explicou também que os depósitos que caíram no "corralito" serão devolvidos em dinheiro só em caso de problemas graves de saúde, enquanto que o restante estará disponível dentro do esquema de conta corrente à vista em pesos.A pesificação da economia argentina deve, de acordo com analistas consultados pela Agência Estado, destravar o sistema financeiro e fazer com que o prazo de congelamento dos depósitos seja reduzido dos quase três anos para apenas alguns meses. Foi confirmado ainda que o BC continuará a vender dólares no mercado para segurar a cotação a moeda.Mas os bancos que adquirirem a moeda norte-americana no BC não poderão vendê-la com ganho superior a 5 centavos. Isto é, se o BC sair ao mercado com oferta de 1,70 peso por dólar, as instituições financeiras têm de se comprometer, sob forte pena em caso de não cumprirem, a não vender com taxa superior a 1,75 peso por dólar.Esse tipo de controle não existe no mercado paralelo, onde a compra e venda dessa divisa são feitas por centenas de casas de câmbio e "arbolitos" (cambistas) espalhados pelo centro financeiro de Buenos Aires. Leia o especial

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