Pesquisa aponta 35 milhões de novos tomadores de crédito

A primeira pesquisa nacional sobre o comportamento do consumidor em relação ao crédito realizada pela Boa Vista Serviços, administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), divulgada nesta quinta-feira apontou que o volume disponível de crédito no País atingiu 50% do Produto Interno Bruto em 2012, mais que o dobro dos 24% da relação crédito/PIB de 2003. O levantamento "Mercados - Endividamento e Inadimplência, Mitos e Verdades" entrevistou 1.300 pessoas de todas as classes sociais e apontou também que 35 milhões de pessoas tiveram acesso ao crédito pela primeira vez nos últimos cinco anos.

GUSTAVO PORTO, Agencia Estado

27 de setembro de 2012 | 12h17

Essa inclusão ocorreu graças a um conjunto de fatores, como estabilidade monetária, queda no desemprego, aumento no rendimento real, baixa na taxa de juros e ampliação do prazo para os empréstimos.

Por outro lado, o endividamento das famílias com o sistema financeiro, apontado a partir de um levantamento junto ao Banco Central, atingiu 43,4% das famílias em 2012, ante 18% em 2005. O comprometimento da renda das famílias para o pagamento de juros e amortização avançou de 15,5% para 21,9% nos mesmos períodos.

Novos consumidores, maiores dificuldades

A pesquisa revelou ainda que os consumidores de classes mais baixas têm mais dificuldade de pagar suas contas no prazo. Do total entrevistado na classe C, 45% têm dificuldade de cumprir os compromissos no prazo, ante 48% das classes D/E, 38% da classe B e apenas 15% da classe A.

Os dados apontam ainda que 21% dos consumidores das classes D/E e 23% dos da classe C enfrentam restrições ao crédito, fatia que cai para 13% na classe B e apenas 5% na classe A. A parcela dos entrevistados que declarou ter dívida das classes C, D e E é de 40%, ante 51% da classe B e 61% da classe A.

A pesquisa confirmou que o consumidor brasileiro avaliou primeiro as parcelas e depois os juros ao tomar crédito. Segundo o levantamento, no momento do financiamento, 30% dos consumidores priorizam o valor as parcelas, 15% o número das parcelas e apenas 22% os juros.

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