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Pesquisa aponta desemprego como principal causa de inadimplência

Pesquisa divulgada nesta quinta-feira pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) mostrou que o desemprego pessoal ou de alguém da família continua sendo a resposta mais citada como causa da inadimplência do consumidor na capital paulista. Segundo o levantamento, realizado com 926 pessoas em setembro, 59% dos entrevistados citaram esta resposta. Em março deste ano, o desemprego foi o principal motivo apontado por 51% dos consumidores, e, em setembro de 2005, por 54%.Em seguida, entre os motivos abordados em setembro de 2006, foram citados o descontrole do gasto (11%); a opção para ser fiador ou avalista (11%); queda da renda (5%); doença familiar (5%); e atraso no recebimento de salários (2%). A ACSP explicou que este tipo de pesquisa é realizada duas vezes por ano: em março, quando o estudo leva em conta os resultados fechados do ano anterior; e, em setembro, quando há uma pesquisa parcial de cada ano.Na avaliação do superintendente de Economia da associação, Marcel Solimeo, os dados divulgados em setembro coincidem com o índice de desemprego medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em agosto, último dado disponível, o desemprego ficou em 10,6%, contra 10,7% em julho e 9,4% em agosto de 2005.ChequeA ACSP informou também que, pela primeira vez desde setembro de 2002, a pesquisa apontou o cheque como a principal forma de pagamento que causou a inadimplência, com 35% das respostas, contra 34% dos carnês, 18% dos cartões de crédito e 13% de empréstimos de bancos e financeiras. De acordo com Solimeo, embora não se possa comparar com as pesquisas anteriores, o cartão de crédito tem sido a modalidade de pagamento que tem apresentado maior crescimento de inadimplência nos últimos meses.Segundo o economista, quando o consumidor não consegue pagar todos os seus compromissos em dia, atrasa primeiro aquele em que a sanção é mais branda ou menos imediata. Como a inadimplência do cheque implica no imediato encerramento da conta, essa se torna sua última opção.ConsignadoO levantamento apontou que, entre os inadimplentes que fizeram empréstimo consignado com desconto em folha - 17% dos entrevistados -, 65% informaram que o utilizaram para pagar dívidas e 12% para "ajudar a família". "Metade dos que fizeram esse tipo de empréstimo afirmou que o mesmo foi responsável pela inadimplência. O fato é que grande parte fez o empréstimo para quitar outras dívidas. Provavelmente a maioria deles possuía um desequilíbrio financeiro anterior à tomada do crédito consignado, o qual se agravou com a redução de sua renda líquida", avaliou Solimeo.A pesquisa revelou que o salário, por meio do corte de gastos, ainda é a principal fonte de recursos utilizada para a quitação das dívidas. Entre os entrevistados, 69% optaram por esta resposta. "Esse é um bom exemplo que deveria ser copiado pelos governos para ajustarem suas finanças", indicou Solimeo.

Agencia Estado,

28 de setembro de 2006 | 19h23

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