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Pesquisa aponta que governo deve priorizar a indústria

90% dos entrevistados consideram o setor importante ou muito importante para o crescimento econômico

Lu Aiko Otta, O Estado de S.Paulo

09 de junho de 2014 | 04h47

BRASÍLIA - O fraco desempenho da indústria não passa despercebido pela população. Pesquisa inédita realizada pelo Ibope para a Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que 57% dos entrevistados concordam total ou parcialmente que está em curso um processo de desindustrialização. E, para 60%, o setor está em crise, pressionado por fatores como alta carga tributária, falta de mão de obra especializada e concorrência com os importados.

Apesar do quadro difícil, a população ainda dá grande valor à indústria. Para 87%, o setor deve ser uma prioridade do governo. Mais de 90% dos entrevistados consideram o setor importante ou muito importante para o crescimento econômico, a geração de empregos, a melhoria do padrão de vida e para o desenvolvimento tecnológico.

Questionados sobre que tipo de empreendimento prefeririam, caso sua cidade fosse receber um novo projeto que demandasse 1.000 trabalhadores, 40% escolheram a indústria. O comércio ficou com 13% e o setor público, 7%.

"Hoje, há um debate se a indústria é importante ou não", disse o gerente executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca. A pesquisa, explicou ele, buscou medir a percepção da sociedade sobre isso: "Queríamos saber se as pessoas acham que a indústria merece um cuidado diferenciado do governo ou não."

"Constatamos que sim, que essa briga não é só nossa, mas da população como um todo." Esses dados vão reforçar uma iniciativa da CNI, que é elaborar uma agenda de competitividade a ser entregue aos presidenciáveis no final deste mês. São 43 documentos com diagnósticos e propostas sobre temas específicos que atacam o chamado Custo Brasil.

Fonseca ressalta que, mesmo entre os brasileiros mais jovens, a preferência recai pelo emprego na indústria. Na faixa dos 16 a 24 anos, 20% dos entrevistados apontaram o setor como o preferido.

As fábricas, porém, são seguidas de perto pelas repartições públicas, que além da estabilidade têm oferecido o atrativo dos salários elevados. Nessa mesma faixa de idade, 19% dos entrevistados afirmou preferir um emprego público. Essa escolha se acentua conforme aumenta a faixa de escolaridade. A pesquisa ouviu 2.002 pessoas em 141 municípios, entre os dias 14 e 17 de março.

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