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Pesquisa aponta que indústria contrata mais no interior

Nos últimos cinco anos, de cada quatro empregos criados na indústria, três foram em cidades no interior do País. Essa foi a principal conclusão do estudo "Geração do Emprego Industrial nas Capitais e no Interior", feito pelo professor João Luiz Sabóia, do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a pedido do Senai.A avaliação do especialista, no entanto, é que essas cidades do interior, onde mais se gerou emprego industrial, estão localizadas nas regiões sul e sudeste, onde tradicionalmente a indústria se concentra. "Ou seja, estamos falando de uma mudança de eixo das capitais para o interior, mas ainda há uma concentração nas regiões tradicionalmente industriais", disse Sabóia.De acordo com os dados pesquisados, a partir do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho, de 2000 a 2004 a indústria gerou liquidamente 1,057 milhão de vagas novas. Desse total, 75,9% foram empregos formais, criados em municípios distantes das regiões metropolitanas. No comércio, a proporção de criação de empregos no interior foi de 57,8%. E nos serviços em geral, 44,2%.Salários perdem valorAinda na avaliação do especialista, há uma perda média de 20% entre os salários dos admitidos, em relação aos que foram demitidos. Segundo Sabóia, isso se explica, por um lado, pela substituição de custos pelas indústrias, por meio da redução do custo do salário, mas não descarta a influência do movimento de aposentadoria ou saída voluntária do trabalhador."Nesses casos há uma natural substituição de um profissional experiente por um menos experiente, o que provoca uma remuneração mais baixa, já que está em início de carreira", afirmou.PerspectivasO especialista em mercado de trabalho comentou também que os dados sobre o mercado, em 2005, ainda não estão fechados, mas antecipou que projeta um crescimento na oferta de empregos formais, em torno de 2%. "Esse é um percentual muito ruim, se considerarmos os países em desenvolvimento", afirmou Sabóia, acrescentando que o desempenho do mercado no trabalho formal reflete diretamente o crescimento da economia.Por isso, o professor espera que em 2006 haja um desempenho melhor do mercado formal, já que o próprio governo dá sinais de que pretende impulsionar a economia, citando como exemplo a discussão do salário mínimo, que apesar de não estar definido o novo valor, poderá ter um reajuste de mais de 10% acima da inflação.

Agencia Estado,

12 de janeiro de 2006 | 12h55

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