Pesquisa CNI/Ibope aponta expectativa melhor sobre inflação

A pesquisa CNI-Ibope, divulgada hoje, mostra que houve uma queda na expectativa das pessoas em relação ao aumento da inflação nos próximos seis meses. Desde março, o indicador vem mostrando queda. O número de entrevistados que esperam um aumento da inflação caiu de 54% em março, para 51% em junho e, agora em setembro, para 45%.Os que acreditam que ela vai diminuir nos próximos seis meses foram 14% dos entrevistados, apenas 1 ponto porcentual a menos em relação ao levantamento de junho. A pesquisa revela ainda que subiu de 30% em junho para 35% em setembro aqueles que acham que não muda.A percepção em relação ao desemprego mostrou estabilidade nos últimos três levantamentos da pesquisa. Dos entrevistados, 53% acham que vai aumentar o desemprego nos próximos seis meses, 19% apostam na queda e 24% acreditam que o quadro atual não vai mudar.A pesquisa revela, no entanto, que há uma preocupação em relação à renda geral do País e em relação à renda pessoal. O número de pessoas que espera um aumento da renda, nos dois casos, vem diminuindo nas últimas três rodadas da pesquisa. "Não é um movimento brusco mas é contínuo", avaliou o consultor Amauri Teixeira, da MCI Estratégia, responsável pela análise dos dados da pesquisa realizada pelo Ibope.Em setembro, 19% disseram que esperam aumento da renda geral, 29% acham que vai diminuir e 47% esperam manutenção. Em relação à renda pessoal, 25% dos entrevistados acham que vai crescer, 17% acham que vai cair e 52% acreditam que não vai mudar.Perspectiva do mercadoO mercado financeiro tem uma expectativa diferente da apontada pela pesquisa CNI/Ibope. A última pesquisa do Banco Central, divulgada na segunda-feira, mostrou que as projeções de mercado para o Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA), índice usado como referência para a meta de inflação, de 2005 subiram de 5,20% para 5,21%. A alta interrompeu uma seqüência de 17 reduções consecutivas das projeções para a inflação deste ano.Esta reversão na tendência, segundo o BC, pode ser explicada pelo impacto do reajuste dos preços da gasolina, anunciado pela Petrobras. Isso fica evidente com o aumento das estimativas de mercado para o reajuste dos preços administrados neste ano, de 6,80% para 7,00%. Esta foi a segunda elevação consecutiva nessas previsões, que estavam em 6,80% há quatro semanas.

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