Pesquisa da CNI mostra indústria um pouco menos confiante

Uma pesquisa divulgada hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra uma pequena redução na confiança do setor industrial brasileiro em relação à economia e aos setores em que atuam em comparação com a sondagem realizada em janeiro. Conforme os dados divulgados pela CNI, o índice de confiança dos industriais caiu de 58,9 pontos em janeiro para 57,2 pontos em abril. Em abril de 2002, o índice geral de confiança estava em 58,9 pontos. Segundo a CNI, a queda de 1,7 ponto na confiança foi concentrada na avaliação dos pequenos e médios empresários, uma vez que não houve alteração na avaliação das grandes empresas em relação à sondagem anterior. A pesquisa apresentada pela CNI e executada trimestralmente pelo Ibope foi realizada no período de 26 de março a 17 de abril e ouviu 1.174 pequenas e médias empresas e 257 grandes empresas.A metodologia utilizada pelo Ibope considera uma avaliação do empresariado numa escala de zero a 100 pontos. As avaliações acima de 50 pontos são consideradas positivas. O indicador é negativo para avaliações abaixo de 50 pontos. O índice de confiança é apurado a partir de três questões: a situação da economia brasileira, a situação do setor em que a empresa atua e a situação da própria empresa. De acordo com a pesquisa, o índice de confiança dos pequenos e médios empresários caiu de 57,6 pontos em janeiro para 54,7 pontos em abril. Já o índice de confiança dos grandes empresários, que foi de 61,4 pontos em janeiro, ficou em 61,6 pontos em abril. Especificamente em relação à economia brasileira, o índice de confiança dos industriais continua negativo - em janeiro ficou em 37,9 pontos e em abril aumentou para 45,2 pontos. Em abril de 2002, este indicador estava em 50 pontos.Em relação ao setor em que as empresas atuam, o índice de confiança ficou em 41,3 pontos em abril de 2003, antes os 45,8 pontos de janeiro deste ano e os 44,5 pontos de abril de 2002. O último item considerado - a confiança em relação à própria empresa - ficou em 47,7 pontos, registrando queda na comparação com abril do ano passado (44,9 pontos) e com janeiro deste ano (51,9 pontos).Seis mesesA pesquisa mostra também que os industriais brasileiros continuam com uma expectativa positiva para os próximos seis meses. O índice, porém, que foi de 64,6 pontos em janeiro, ficou em 63,2 pontos em abril. Segundo o coordenador da Unidade Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, essa pequena redução do índice de expectativas se encontra dentro da margem de erro, que é de dois pontos. Segundo ele, a leve queda foi concentrada nas perspectivas futuras dos pequenos e médios empresários, seguimento em que o índice de expectativa caiu de 63,8 pontos para 61,1 pontos. Em relação especificamente à expectativa sobre o desempenho da economia brasileira no próximo semestre, a pesquisa mostra que os industriais continuam otimistas, mas o indicador sofreu uma pequena queda em relação a janeiro - caiu de 62,5 pontos para 60,2 pontos. Na avaliação de Castelo Branco, essa pequena queda no indicador significa que os industriais percebem que haverá uma melhora na economia, mas que ela deverá ser gradual. Ele lembrou que nas duas pesquisas realizadas no segundo semestre de 2002 o indicador era negativo - abaixo de 50 pontos - o que segundo ele, deveu-se às incertezas eleitorais e sobre a condução das políticas econômicas. Em janeiro, esse indicador recuperou-se com a perspectiva do novo governo. Na pesquisa atual, conforme Castelo Branco, os indicadores mostram que os empresários continuam com perspectiva otimista, mas agora avaliam que os efeitos de uma política econômica apertada só deverão melhorar gradualmente nos próximos meses. Em relação ao setor de atividade, a expectativa dos industriais para os próximos seis meses continuam positiva, apresentando índice de 60,6 pontos. Em janeiro, o índice foi de 62,2 pontos. Em relação ao ultimo item da pesquisa, - que é a expectativa em relação à própria empresa - o indicador é o mais favorável com 65,9 pontos em abril deste ano, menor, entretanto, que os 67 pontos de janeiro.

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