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Pesquisa da CNT sobre estradas é positiva, diz ministro

O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio de Oliveira Passos, disse nesta sexta-feira que considerou como positivos os resultados da pesquisa feita pela CNT sobre o estado das estradas brasileiras. "A situação para o governo é bastante confortável", afirmou o ministro. Para ele, os números do levantamento indicaram que o governo está em uma rota favorável e positiva. O único ponto da pesquisa questionado por ele foi o fato de a CNT contabilizar como regular as estradas com pontuação de 56 a 80 em uma escala da 0 a 100. "É como considerar que seu filho é regular por tirar nota 8 numa prova", disse o ministro. Apesar disso, ele destacou que, pelos números da pesquisa, cerca de 68,2% das estradas foram avaliadas como regulares, boas e ótimas. Este porcentual cai para cerca de 53,2%, de acordo com o ministro, ao levar em contra as condições das estradas estaduais. "As estradas estaduais puxam o índice para baixo."O ministro também comentou que os números da pesquisa seriam ainda melhores se tivessem captado o esforço do governo feito recentemente non sentido de melhorar a sinalização das estradas. De acordo com Passos, o governo já fez este ano uma sinalização de 12 mil quilômetros de estradas e pretende estender este programa de sinalização para 24 mil até o final do ano.Ele também comentou que o governo vem aumentando a aplicação de recursos na manutenção da recuperação das estradas. No ano passado, segundo Passos, foram aplicados R$ 2,3 bilhões na recuperação. Este ano, já foi empenhado, ainda segundo o ministro, R$ 1,8 bilhão. Ele disse que pretende chegar até o final do ano nos mesmos R$ 2,3 bilhões de 2005. Apesar de considerar os números da pesquisa positivos, ele enfatizou que o governo precisa manter o esforço de recuperar as rodovias. CideO economista Raul Veloso, especialista em finanças públicas, criticou nesta sexta o desvio dos recursos hoje arrecadados com Contribuição para Intervenção no Domínio Econômico (Cide) para outras finalidades que não investimentos em rodovias.Segundo ele, que participou da divulgação da pesquisa da CNT, se o dinheiro da Cide fosse aplicado nas estradas, os investimentos na área triplicariam. Veloso lembrou que a arrecadação da Cide este ano deverá ficar em torno de R$ 7,7 bilhões enquanto que os investimentos da União deverão ficar em torno de R$ 4 bilhões. ""Este dinheiro não dá nem para manter as velhas estradas em ordem", disse.Segundo ele, se o Brasil não mudar o seu modelo econômico para reorientar a ação governamental para estimular os investimentos, "o País não crescerá mais do que essas taxas irrisórias dos últimos anos".Veloso disse que a média de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1991 a 2005 é de 2,65% ao ano, enquanto a média dos investimentos da União em transportes neste mesmo período é de 0,18% do PIB, o que significa algo em torno de R$ 4 bilhões por ano.

Agencia Estado,

06 de outubro de 2006 | 18h48

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