Pesquisa da Fecomercio aponta estabilidade de alimentos

O movimento de redução de preços dos alimentos parece estar chegando ao fim. Após sucessivas variações negativas, em julho a queda foi de apenas 0,03%, de acordo com a pesquisa da cesta de compras da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio SP). Com isso, a deflação de 1,12% registrada em junho para todo o conjunto dos produtos foi revertida para uma alta de 0,10% em julho.Os produtos de higiene foram os que apresentaram os maiores aumentos, pois os fabricantes destes itens optaram meses atrás por repassar os reajustes parceladamente. Na média, a alta foi de 1,40% em julho. Os produtos de limpeza doméstica não ficaram atrás e subiram 0,98%.Embora os alimentos tenham repetido o recuo neste mês, não é possível definir uma tendência, na avaliação dos economistas da Federação, pois os produtos estão com comportamentos muito distintos, influenciados pela safra, sazonalidade e até espaços para repasses. No mês passado, ao mesmo tempo que alguns produtos caíram até 22%, como os tubérculos, raízes e legumes, outros, como as hortaliças, subiram 8,06%. Neste ano, a cesta de produtos registra uma alta de 5,48%. As famílias com rendimentos de mais de 20 salários mínimos foram as que sentiram a maior pressão dos aumentos, pois a variação chegou a 6,35%. O menor peso ficou com as famílias que ganham entre 3 e 5 salários, cuja variação foi de 4,85%. Nos últimos 12 meses, a cesta acumula uma alta de 36,14%.

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