Pesquisa do BC eleva projeções para a inflação

As instituições financeiras ouvidas em pesquisa semanal do Banco Central (BC) elevaram as projeções de IPCA para 2004 de 6,50% para 6,59%. O aumento foi o quarto consecutivo registrado pelo BC em pesquisa cujo resultado é divulgado toda manhã de segunda-feira. As estimativas de IPCA para 2005 seguiram a mesma tendência e avançaram dos 5,30% da semana passada para 5,37%. Com as elevações, as previsões de mercado ficaram ainda mais distantes do centro das metas deste (5,5%) e do próximo ano (4,5%). As expectativas de IPCA em 12 meses à frente, por sua vez, subiram de 6% para 6,09%, ficando mais longe da trajetória de metas calculada hoje em torno de 5,1%. A pesquisa do BC identificou ainda um aumento das projeções de IPCA para maio último de 0,50% para 0,52% e as previsões para o corrente mês subiram dos mesmos 0,50% para 0,52%. As estimativas de reajustes dos preços administrados neste ano aumentaram, na mesma pesquisa, de 7,60% para 7,75%. As previsões de aumentos dos administrados em 2005, no entanto, ficaram estáveis em 6%. JurosAs projeções de mercado para a taxa de juros no final do corrente ano subiram de 14,50% para 14,75% ao ano. Com a elevação, o espaço de queda dos juros até o final do ano foi encurtado de 1,5 para 1,25 ponto porcentual. Outra consequência da elevação foi o aumento das projeções de taxa média de juros para o ano de 15,54% para 15,65%. As previsões para os juros no fim de 2005 seguiram a mesma tendência e aumentaram de 13% para 13,25%. Mesmo com a elevação, a margem de redução das taxas em 2005 foi mantida em 1,5 ponto porcentual. As expectativas de taxa média de juros para o próximo ano, no entanto, aumentaram de 13,60% para 13,76%. As apostas de juros para o final do corrente mês continuaram estáveis em 16% pela segunda semana consecutiva. Com a manutenção da projeção, os bancos ouvidos pelo BC embutiram uma previsão de manutenção dos juros na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da próxima semana.CâmbioAs instituições financeiras elevaram as estimativas de taxa de câmbio para o final do mês em curso de R$ 3,05 para R$ 3,10. As previsões de taxa de câmbio para o final do ano, no entanto, ficaram estáveis nos mesmos R$ 3,10 da pesquisa divulgada na semana passada. As estimativas de taxa média de câmbio para o ano em curso, entretanto, subiram de R$ 3,00 para R$ 3,02. As projeções de câmbio para o fim de 2005 seguiram estáveis nos mesmos R$ 3,25 da semana passada. As previsões de câmbio médio para o próximo também não se alteraram e ficaram nos mesmos R$ 3,15 do levantamento divulgado na semana passada. Dívida líquidaAs projeções de mercado para a dívida líquida do setor público em 2005 caíram de 55,45% para 55,40% do Produto Interno Bruto (PIB). As expectativas de superávit primário do setor público para o mesmo período ficou estável em 4,25% do PIB pela vigésima segunda semana consecutiva. As previsões de dívida líquida do setor público para este ano, no entanto, ficaram estáveis em 57% do PIB. As projeções de superávit primário para o corrente ano também não se alteraram e prosseguiram em 4,25% do PIB pela quinquagésima oitava semana consecutiva. Investimento estrangeiro As projeções de investimento estrangeiro direto (IED) neste ano recuaram de US$ 12 bilhões para US$ 11 bilhões em pesquisa semanal do Banco Central (BC). Com a redução, o valor projetado ficou ainda mais distante dos US$ 13 bilhões estimados pelo próprio BC. Apesar da queda, as estimativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano continuaram estáveis em 3,50%. As previsões de fluxo de IED para 2005 ficaram estáveis em US$ 13 bilhões pela terceira semana consecutiva. As projeções de crescimento do PIB também não se alteraram e permaneceram de 3,50% pela quarta semana.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.