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Pesquisa do BC mostra piora das expectativas sobre inflação

A nova rodada da pesquisa semanal do Banco Central junto a instituições financeiras indica uma deterioração das expectativas sobre o IPCA 12 meses à frente, que passou de 5,48% para 5,58%. O porcentual projetado pelas instituições financeiras ouvidas pelo BC está 0,33 ponto porcentual acima dos 5,25% da trajetória das metas. Pelos números divulgados na semana passada, o diferencial em relação às metas era de 0,23 ponto porcentual.As estimativas de IPCA para o ano em curso, por sua vez, subiram de 6,06% para 6,16%, ficando 0,66 ponto porcentual acima do centro da meta de 5,5%. As previsões para a inflação de 2005, no entanto, ficaram estáveis em 5%, ante meta de 4,5%. Os bancos consultados pelo BC elevaram, ao mesmo tempo, as projeções de IPCA para o corrente mês de 0,44% para 0,48%. Para maio, as estimativas foram elevadas de 0,35% para 0,38%.A pesquisa ainda identificou uma elevação das previsões de reajuste dos preços administrados neste ano de 7,17% para 7,20%, enquanto as estimativas para 2005 ficaram estáveis pela décima terceira vez consecutiva em 6%. Expectativa é de corte de 0,25 pp na Selic em maio As instituições financeiras ouvidas na pesquisa semanal do BC elevaram as projeções de juros no final de maio de 15,50% para 15,75% ao ano. A alta fez com que as previsões de corte dos juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) recuasse de 0,50 para 0,25 ponto porcentual. A revisão ocorreu na mesma semana em que o Copom decidiu, por unanimidade, reduzir os juros de 16,25% para 16% ao ano.As estimativas de taxa de juros para o final do ano, entretanto, não se modificaram, e permaneceram nos mesmos 14% da pesquisa divulgada na semana passada. As previsões de taxa média oscilaram, na mesma pesquisa, de 15,18% para 15,15% ao ano. As previsões de juros no fim do próximo ano também não se alteraram, e continuaram em 12,50%, com as estimativas de juros médio aumentando de 13,20% para 13,25% ao ano. Câmbio: expectativa recua um pouco As estimativas de mercado para a taxa de câmbio no fim deste mês recuaram de R$ 2,91 para R$ 2,90. A redução ocorreu na mesma semana em que aumentaram as percepções de que os juros nos Estados Unidos poderão subir antes do esperado, e em que dois bancos de investimentos divulgaram relatórios aos seus clientes com ressalvas ao desempenho econômico do governo.As previsões de câmbio para o fim de maio, por sua vez, ficaram estáveis em R$ 2,92. As estimativas para o final do ano seguiram a mesma tendência de estabilidade, e ficaram em R$ 3,05, com as previsões de câmbio médio estáveis em R$ 2,96. As expectativas de taxa de câmbio para o final de 2005 contidas na mesma pesquisa também não se alteraram, e seguiram em R$ 3,20. As projeções de câmbio médio para o ano que vem oscilaram, ao mesmo tempo, de R$ 3,15 para R$ 3,13.

Agencia Estado,

19 de abril de 2004 | 09h38

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