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Pesquisa do IBGE confirma enfraquecimento do varejo

O volume de vendas do varejo ampliado caiu 4,9% entre janeiro de 2014 e janeiro de 2015 e 2,4% nos últimos 12 meses até janeiro, confirmando os resultados muito fracos de 2014 e a perspectiva de novo recuo, ameaçando empurrar o setor para o campo negativo neste ano. Em resumo, a pequena reação positiva observada entre dezembro e janeiro tem pouco significado, não alterando o quadro de estagnação do comércio varejista.

O Estado de S.Paulo

14 de março de 2015 | 02h03

Janeiro é um mês de liquidações. Por isso, entre janeiro e dezembro o varejo em seu conceito restrito mostrou alta de 0,8% no volume de vendas e de 1,3% na receita nominal, beneficiado pelo aumento de 2,4% no volume de vendas de móveis e eletrodomésticos (depois da queda de 9,2%, entre novembro e dezembro) e de 12,3% no de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (após a queda de 7,6% no mês anterior).

O primeiro mês do ano é caracterizado pela compra de material escolar, inclusive informática, e pelo vencimento de contratos de aluguel, estimulando a aquisição de móveis.

Segundo os técnicos do IBGE, a alta mensal de 0,6% nas vendas do comércio total foi o pior resultado desde 2003 e a queda de 4,9% foi recordista em toda a série da pesquisa, iniciada em 2001. Em resumo, o resultado de janeiro revelou apenas que houve um adiamento do consumo em dezembro, quando já predominava o clima de incertezas.

O fato mais positivo de janeiro é a melhora das vendas no item hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, depois de dois meses de queda mensal (novembro e dezembro). Também evoluíram as vendas de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria. O aumento do salário mínimo contribuiu para a recuperação.

Mas, entre janeiro de 2014 e janeiro de 2015 caíram 16,6% as vendas de veículos e motos, partes e peças e 2,8% as de material de construção. Os consumidores adiaram as compras de maior valor, enquanto o crédito registrava desaceleração, em razão dos juros mais altos.

Com a desaceleração do crescimento da massa salarial, a menor confiança dos consumidores e a piora do mercado de trabalho, a tendência do varejo é negativa. Além de preços de alimentos em alta, a desvalorização do real afetará os custos de importação, que deverão ser repassados para os preços finais, se houver demanda.

As primeiras análises apontam para a perspectiva de um recuo real das vendas do varejo neste ano.

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