Pesquisa do IBGE não capta empregos no campo, defende CUT

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho, disse hoje que o crescimento do desemprego em abril, atingindo 13,1% conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), não capta a geração de empregos que tem ocorrido em maior escala fora das regiões metropolitanas. "Os empregos foram gerados de forma diferenciada. Nos grandes centros, onde a pesquisa do IBGE é centrada, há geração de menos empregos do que no campo", avaliou.Segundo ele, se tomado os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho em um ano, será constatada a criação de mais de 500 mil empregos no País. "Isso explica a estatística do crescimento nos grandes centros", argumenta.Por esse motivo, o sindicalista entende ser urgente a necessidade de o governo implementar medidas emergenciais de geração de postos nas regiões metropolitanas e, na avaliação da CUT, a melhor saída ainda é a criação de frentes de trabalho urbanas, ação que a central defende desde o ano passado. "Os programas emergenciais de emprego custariam 0,5% do PIB brasileiro e, concretamente, esses programas esbarram no Orçamento. Mandar fazer trata-se, portanto, de uma decisão política", avaliou.PropostaMarinho informou que o ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, encaminhou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma avaliação sobre essa proposta, mas o presidente ainda não a analisou por conta da viagem à China. "O programa de revitalização de rodovias, previsto para esse ano, já inicia o processo de contenção do desemprego no curtíssimo prazo", ponderou, referindo-se ao projeto do governo federal de investir R$ 2 bilhões esse ano para recuperar sete mil quilômetros de rodovias e pretende gerar 50 mil empregos diretos.

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