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Pesquisa havia detectado 'insegurança jurídica'

Levantamento com empresários espanhóis já mostrava que eles temiam quebras de contratos na Argentina

ESPECIAL PARA O ESTADO / MADRI, O Estado de S.Paulo

22 de abril de 2012 | 03h08

Apesar da presença massiva de companhias espanholas na Argentina, os empresários já demonstravam sua desconfiança em relação ao governo da presidente Cristina Kirchner, mesmo antes do anúncio da expropriação da Repsol em YPF na última segunda-feira.

Pesquisa divulgada em fevereiro pelo Instituto Empresas de Madri mostrou que a insegurança jurídica é a principal ameaça para investimentos na Argentina, que na visão dos empresários espanhóis forma um grupo de risco, ao lado de países como Bolívia, Equador e Venezuela.

"Há duas Américas Latinas: uma que respeita a segurança jurídica dos contratos e outra onde não há esse respeito", compara Juan Carlos Martínez Lázaro, economista do Instituto Empresas. Por essa razão, ele afirma que o caso YPF acendeu o sinal de alerta para os investimentos em governos populistas.

O especialista observou, no entanto, que países como Brasil, Chile, Colômbia e Peru integram outro grupo que não está na berlinda: "Os investidores optam por investir em um país levando em conta não só os atrativos macroeconômicos, mas também a segurança jurídica."

Martínez Lázaro classifica como uma "barbaridade econômica" e um "desastre" iniciativas de governantes como o venezuelano Hugo Chávez. Para o economista "não foi surpresa" o anúncio da presidente argentina Cristina Kirchner, que assim como Chávez "quando se sente ameaçado, faz o que quer" para ocultar os desequilíbrios econômicos e sociais do país.

O levantamento do instituto mostrou também que o porcentual de empresários espanhóis com investimentos, exportações ou algum interesse pela Argentina caiu de 83%, em 2010, para 81%, em 2011. / K.M.

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