Pesquisa mostra economia forte antes da crise, afirma IBGE

Presidente do instituto destacou a variação pouco acentuada da taxa de desemprego no período da recessão

JACQUELINE FARID, Agencia Estado

18 de setembro de 2009 | 13h54

O presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eduardo Nunes, afirmou que os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2008, divulgados nesta sexta-feira, 18, mostram o "retrato de uma economia bastante forte" e não abordam o momento em que a crise internacional atingiu com força o País, no quarto trimestre do ano passado.

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Segundo ele, os dados da Pnad foram coletados até setembro, mês em que os indicadores econômicos ainda eram amplamente positivos. Nunes observou que os efeitos da "curta recessão" pela qual passou o País entre o fim do ano passado e o início de 2009 poderão ser retratados pela pesquisa de 2009, que será apresentada no ano que vem.

Ele destacou ainda que, pelo menos no que diz respeito ao mercado de trabalho, o Brasil está se saindo melhor na crise do que outros países. Como exemplo, citou que, enquanto a taxa de desemprego no País não mostrou uma mudança significativa de patamar após o início da crise, ainda há elevação importante no indicador em países como Estados Unidos e Espanha.

O presidente do IBGE também citou os dados do Produto Interno Bruto (PIB) que, segundo ele, espelham a recuperação da economia brasileira. Nunes lembrou que o PIB subiu 1,9% no segundo trimestre de 2009, em relação ao primeiro trimestre. O resultado é um pouco superior ao 1,8% de crescimento apurado no terceiro trimestre do ano passado, quando ainda não havia impactos da crise sobre a economia.

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